União da Ilha e Estácio de Sá são as escolas rebaixadas do Rio de Janeiro

A União já começou com pontos a menos por atraso na avenida, após um carro alegórico empacar e ter que ser empurrado

União da Ilha homenageou a dura vida nas favelas do Rio

União da Ilha homenageou a dura vida nas favelas do Rio

Flickr/RioTur

Duas escolas de samba do Rio de Janeiro receberam a triste notícia do rebaixamento neste Carnaval 2020, do Grupo Especial para a Série A. Foram elas: a União da Ilha, que terminou a apuração no último lugar, com 264,2 pontos, e a Estácio de Sá, que havia subido para o Grupo Especial ano passado e não conseguiu segurar a vaga na primeira divisão do Carnaval carioca, encerrando sua participação no Grupo Especial com 264,7 pontos.

As duas escolas figuraram as últimas posições durante toda a apuração, que consagrou a Viradouro como a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro 2020, com 269,6 pontos.

A União da Ilha já começou saindo atrás das outras escolas depois de perder pontos antes mesmo da apuração por ter estourado o tempo do desfile, após um carro alegórico apresentar problemas com o motor, emperrar, e ter que ser literalmente empurrado na avenida. Isso, consequentemente, deixou um grande buraco no desfile e prejudicou a evolução da escola, que fechou os portões com um minuto a mais do que o permitido, resultando na perda imediata de 0,1 ponto.

A escola homenageou, em seu enredo, a difícil vida das comunidades do Rio de Janeiro: “Nas encruzilhadas da vida, entre becos, ruas e vielas, a sorte está lançada: Salve-se quem puder!”. Ela foi a penúltima escola a entrar na Sapucaí pelo Grupo Especial, na madrugada de domingo (23) para segunda (24). Quem comandou os ritmistas na avenida foi a rainha de bateria Gracyanne Barbosa.

A Estácio de Sá, por sua vez, mal figurou o Grupo Especial e já está de volta à segunda divisão do Carnaval do Rio de Janeiro. Campeã da Série A em 2019, a escola foi a primeira a desfilar na madrugada do domingo (23), e teve em seu samba-enredo o tema “Pedra”, apresentando na avenida a história do Brasil e a exploração de pedras preciosas, principalmente em Minas Gerais.

Durante o desfile, a escola retratou grandes poetas mineiros como Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa e homenageou a carnavalesca Rosa Magalhães, que completou 50 anos de avenida. Jack maia foi a rainha de bateria, responsável por animar os ritmistas durante o desfile. Apesar da boa apresentação, a escola não conseguiu manter a vaga no Grupo Especial e voltará a desfilar pela Série A em 2021.