Cinema Cineasta iraniano foi assassinado por jardineiro, afirma Justiça

Cineasta iraniano foi assassinado por jardineiro, afirma Justiça

Segundo informações locais, o diretor Dariush Mehrjui devia cerca de R$ 3.000 a ex-funcionário

AFP
  • Cinema | por AFP

O cineasta iraniano Dariush Mehrjui e sua esposa, Vahideh Mohammadifar

O cineasta iraniano Dariush Mehrjui e sua esposa, Vahideh Mohammadifar

ABDULWAHED MIRZAZADEH/ISNA NEWS/AFP - 01.07.2015

A Justiça iraniana apontou um jardineiro como o principal suspeito do assassinato do cineasta Dariush Mehrjui e de sua esposa; ele afirmou que a motivação pode ter sido uma disputa econômica.

O diretor, de 83 anos, representante do novo cinema iraniano, e sua esposa, Vahideh Mohammadifar, roteirista de 54 anos, foram assassinados a facadas no dia 14 de outubro em sua residência em Karaj, na província de Alborz, ao oeste de Teerã.

"O principal suspeito trabalhou como jardineiro na residência de Mehrjui e estava ressentido com ele por questões financeiras", explicou o chefe do Poder Judiciário na província de Alborz, Hossein Fazeli Harikandi.

De acordo com Harikandi, o cineasta devia ao jardineiro o equivalente a US$ 600 dólares, cerca de R$ 3.000.

Quatro pessoas foram acusadas pelo crime.

Os suspeitos entraram na residência e o ex-jardineiro agrediu e esfaqueou Dariush Mehrjui no pescoço quando ele assistia à televisão. A esposa foi assassinada em seu quarto, segundo a Justiça iraniana.

Cineastas iranianos importantes, incluindo Jafar Panahi e Massoud Kimiai, compareceram ao funeral de Mehrjui e sua esposa em 18 de outubro em Teerã.

No mesmo dia, o ministro do Interior, Ahmad Vahidi, descartou qualquer "vínculo entre o assassinato de Mehrjui e os assassinatos em série" de intelectuais dissidentes cometidos em novembro de 1998 pelo serviço secreto do país.

Dariush Mehrjui dirigiu A Vaca (1969), um dos primeiros filmes do chamado novo cinema iraniano. 

Em 1990, lançou Hamoun, uma comédia sobre 24 horas na vida de um intelectual angustiado pelo seu divórcio e por suas preocupações em um Irã invadido pelas empresas de tecnologia Sony e Toshiba.

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