‘O Poderoso Chefão’, ‘A Qualquer Preço’: relembre a carreira de Robert Duvall, morto aos 95 anos
Ator venceu o Oscar por ‘A Força do Carinho’ e foi reconhecido por filmes como ‘Apocalypse Now’ e a série ‘Lonesome Dove’
Cinema|Do R7
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O ator Robert Duvall, vencedor do Oscar por A Força do Carinho e reconhecido pelo seu papel em filmes como O Poderoso Chefão e Apocalypse Now, morreu aos 95 anos. O anúncio foi feito pela sua mulher, Luciana Duvall, nas redes sociais nesta segunda-feira (16).
Duvall teve uma carreira que se estendeu por mais de seis décadas, se dividindo entre ser ator, diretor e produtor de obras cinematográficas. Ao todo, o astro de Hollywood participou de mais de 90 filmes, trabalhando com alguns dos cineastas e artistas mais renomados de da indústria cinematográfica dos Estados Unidos.
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Nascido em 5 de janeiro de 1931, em San Diego, Califórnia, Duvall começou sua carreira nos palcos de Nova York e fez sua estreia no cinema em 1962, com um papel em O Sol é para Todos (“To Kill a Mockingbird”), no qual não pronunciou uma única palavra. Desde então, ele se tornou um dos atores mais respeitados e versáteis de sua geração, conhecido por sua habilidade em mergulhar profundamente em cada personagem que interpreta.
Duvall ganhou destaque nos anos 1970 com uma série de papéis marcantes em filmes que se tornaram clássicos do cinema. Entre seus papéis mais notáveis estão Tom Hagen em O Poderoso Chefão (“The Godfather”, 1972) e O Poderoso Chefão: Parte II (“The Godfather Part II”, 1974), dirigidos por Francis Ford Coppola; e o tenente-coronel Bill Kilgore em Apocalypse Now (1979), também dirigido por Coppola.
Reconhecimento com o Oscar
Sua atuação em O Grande Santini - O Dom da Fúria (“The Great Santini”, 1979) lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator.
Em 1983, Duvall ganhou o Oscar de Melhor Ator por sua atuação como Mac Sledge em A Força do Carinho (“Tender Mercies”), um papel que exigiu dele tanto atuação quanto canto. Ao longo dos anos 80 e 90, Duvall continuou a entregar performances poderosas em uma variedade de gêneros, incluindo o drama jurídico Um Homem Fora de Série (“The Natural”, 1984), o drama de guerra Platoon (1986), e o drama criminal A Qualquer Preço (“A Civil Action”, 1998).
Ao todo, Duvall foi indicado a sete Oscars, os três últimos por suas atuações em O Apóstolo (1997), filme que também escreveu e dirigiu; A Qualquer Preço (1998), coestrelado por John Travolta como um advogado corporativo corrupto; e O Juiz (2014). Sua indicação por O Juiz, aos 84 anos, o tornou o ator mais velho a ser indicado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, até que Christopher Plummer, aos 86 anos, foi indicado três anos depois por Todo o Dinheiro do Mundo.
Papel preferido
Além de sua carreira no cinema, Duvall também teve papéis memoráveis na televisão, incluindo sua atuação em Lonesome Dove (1989), uma minissérie baseada no romance de Larry McMurtry, pela qual recebeu aclamação da crítica.
De todos os seus muitos papéis aclamados como ator, Duvall afirmou repetidamente que seu favorito era o do Texas Ranger aposentado Augustus “Gus” McCrae em Lonesome Dove, que Duvall chamou de “O ‘Poderoso Chefão’ dos Faroestes” em uma entrevista de 2021 com Stephen Colbert. A série foi um dos vários projetos de TV em que Duvall atuou. Outros incluem o papel principal no drama de 1992 Stalin, pelo qual ganhou um Globo de Ouro – seu quarto prêmio na carreira – e a minissérie de faroeste de 2006 Broken Trail, que rendeu a Duvall um Emmy de Melhor Ator em Série Dramática, além de outro como produtor da série.
Além de suas vitórias no Oscar, Emmy e Globo de Ouro, Robert Duvall ganhou um Bafta e um prêmio do Screen Actors Guild, o primeiro por Apocalypse Now e o segundo por A Qualquer Preço, bem como dezenas de outras indicações e prêmios da crítica e do público. Ele também foi agraciado com a Medalha Nacional das Artes pelo então presidente George W. Bush em 2005.
Atrás das câmeras
Como diretor, Duvall estreou com Angelo My Love (1983) e também dirigiu O Apóstolo, no qual ele desempenhou o papel principal, um projeto apaixonado que ele também escreveu e produziu. O Apóstolo foi bem recebido pela crítica e provou ser um marco na carreira de Duvall, destacando sua versatilidade e comprometimento com a arte do cinema.
Duvall casou-se quatro vezes, a última em 2005 com Luciana Pedraza. Ele não teve filhos.
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