Como ‘O Agente Secreto’ e Wagner Moura conquistaram a imprensa internacional
Filme de Kleber Mendonça Filho foi descrito como o mais complexo de 2025, segundo a revista The Hollywood Reporter
Oscar|Do R7
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Desde que estreou no Festival de Cannes, O Agente Secreto conquistou críticos de cinema e a imprensa internacional. O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura recebeu quatro indicações ao Oscar, representando um marco para o cinema brasileiro.
Grandes veículos, como The New York Times, The Guardian e Variety, não pouparam elogios para o longa brasileiro, que chegou a ser descrito como o mais complexo de 2025.
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Recentemente, a revista especializada The Hollywood Reporter publicou a previsão do Oscar, que acontece neste domingo (15). Considerando os últimos vencedores e os padrões de escolha da Academia, os autores da matéria afirmaram que O Agente Secreto pode sair de mãos vazias da cerimônia. No entanto, para os especialistas, o filme deveria ganhar a maioria das categorias.
“Eu escolheria O Agente Secreto [como Melhor Filme], já que não houve filme mais complexo, nem mais habilmente executado em 2025. Mas as chances do thriller político brasileiro alcançar a vitória de Parasita parecem mínimas, então vou com a obra épica e radical de Paul Thomas Anderson", escreveu David Rooney, crítico de cinema chefe da revista.
Além da revista, outros veículos também destacaram a complexidade da obra de Kleber Mendonça Filho. Um dos pontos que parece ter chamado atenção dos críticos foi a mistura de suspense com cenas divertidas.
O que a imprensa internacional falou sobre O Agente Secreto
The New York Times: “Filmes sobre resistência à tirania raramente inspiram risos, muito menos transformam uma perna humana decepada em uma piada engraçada. O cineasta brasileiro Kleber Mendonça Filho adota uma sensibilidade descontraída e encontra o riso em meio ao terror. Ambientado em 1977, durante a ditadura militar brasileira, o filme se mantém afastado dos corredores do poder político e se passa, em vez disso, sob o sol e no chão, onde as pessoas vivem o aqui e agora.”
The Hollywood Reporter: “Chalamet é o provável favorito pelo papel em Marty Supreme, e sua atuação é de fato maravilhosa — ousada, descarada e firme em sua recusa em suavizar as arestas. Mas Moura, em um papel bem menos chamativo, transforma um homem comum em algo extraordinário, com sua calma e contemplação exterior escondendo uma turbulência interior, repleta de correntes de indignação, tristeza e terna preocupação com seu filho pequeno."
The Guardian: “Este filme, visual e dramaticamente impecável em todos os sentidos, avança pela tela com uma confiança tranquila, fazendo pausas para saborear cada momento bizarro de comédia, cada desvio erótico ou nota de desamparo em seu caminho tortuoso até o desfecho violento — incluindo uma participação incrível de Udo Kier como um alfaiate perturbado. O Agente Secreto não segue as exigências de um thriller convencional, e esperar isso pode gerar impaciência. Ele é mais ‘romanesco’ em certo sentido: um filme centrado nos personagens, uma vitrine para a performance complexa e empática de Moura — mas também um palco para um cinema emocionante e cheio de bravura."
Variety: “Ao longo dos 98 anos de história da Academia, apenas duas outras brasileiras foram indicadas ao Oscar de atuação: Fernanda Montenegro por Central do Brasil (1992) e sua filha, Fernanda Torres, por Ainda Estou Aqui (2024), ambas na categoria de melhor atriz. A indicação de Moura contribui para a crescente valorização do cinema internacional e ocorre em um ano excepcional para cineastas e artistas latino-americanos.”
“Mendonça recheia o filme com detalhes vívidos que parecem cápsulas do tempo: carros americanos antigos e discos de vinil, cabines telefônicas ávidas por fichas e impressoras antiquadas, shorts absurdamente justos e um calor sufocante. Todos esses elementos contribuem para uma forte sensação de lugar, filtrada pela lente de um cinéfilo. Mendonça filmou usando equipamentos de câmera antigos para alcançar um visual widescreen anamórfico de alto contraste, condizente com a época. Mas é inegável a presença de uma sensibilidade mais moderna.”
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