Billy Idol revela uso de crack para se livrar da heroína em podcast
Cantor, de 70 anos, detalha estratégia em programa de Bill Maher.
Vanity Brasil|Do R7

O renomado cantor Billy Idol, aos 70 anos, fez uma revelação surpreendente sobre seu passado ao discutir o processo de abandono da heroína. Em sua participação no podcast “Club Random with Bill Maher”, exibido em uma segunda-feira (2), o artista compartilhou uma alternativa controversa que utilizou durante o período de recuperação. A confissão traz à tona um capítulo desafiador de sua vida, abordando a complexidade da luta contra o vício e as escolhas extremas feitas na busca pela sobriedade.
Durante a conversa com Bill Maher, Billy Idol explicou a lógica por trás de sua decisão, descrevendo a busca por uma “opção” como uma consequência direta da tentativa de se livrar de uma dependência. “Quando você está tentando se livrar da heroína, para onde você vai? Você vai para outra coisa”, declarou o músico. Ele detalhou que essa “outra coisa” foi o crack, afirmando que a estratégia, embora pouco ortodoxa, foi eficaz para ele. Questionado por Maher sobre a seriedade de sua afirmação, Idol respondeu enfaticamente: “Funcionou. Funcionou”.
O tema do vício e da recuperação de Billy Idol não é novo e volta a ser abordado em seu documentário intitulado “Billy Idol Should Be Dead”. A produção, que foi lançada no dia 26 de fevereiro e teve sua estreia no festival de Tribeca em junho de 2025, aprofunda-se nas experiências do cantor. Um dos eventos centrais rememorados é uma overdose quase fatal em Londres, ocorrida em 1984. Naquela época, Idol vivia o auge do sucesso com seu segundo álbum, “Rebel Yell”, e havia retornado à Inglaterra após uma fase de grande projeção nos Estados Unidos.
No documentário, o cantor descreve a noite da overdose com detalhes marcantes. “Eu estava voltando triunfante e quase estraguei tudo”, relatou ele. Billy Idol narrou que, após voar para Londres, encontrou amigos que possuíam uma heroína de alta potência. “Todo mundo cheirou uma carreira ou duas e todos apagaram, menos eu e um amigo meu”, contou. O músico prosseguiu afirmando que continuou o uso com um amigo enquanto o restante do grupo estava inconsciente, descrevendo seu estado como “praticamente morrendo. Estava ficando roxo”. Ele recorda ter sido colocado em uma banheira de água gelada e depois levado ao telhado do prédio na tentativa de reanimá-lo.
A decisão definitiva de abandonar a heroína, conforme revelado no documentário, ocorreu após uma viagem tumultuada a Bangkok. A viagem culminou em Billy Idol e um amigo causando um prejuízo estimado em US$ 75 mil a um hotel. O cantor recorda que, na época, seu filho Willem, nascido em 1988, ainda era um bebê, e ele chegou a desmaiar em um elevador, com as portas se abrindo e fechando sobre seu corpo. Esses episódios críticos foram decisivos para que Idol rompesse com a dependência, marcando um ponto de virada crucial em sua vida pessoal e profissional, culminando na narrativa intensa apresentada em “Billy Idol Should Be Dead”.














