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Influenciadora revela câncer raro associado a prótese de silicone

Diagnóstico de BIA-ALCL alerta sobre linfoma ligado a implantes mamários

Vanity Brasil|Do R7

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Créditos: Imagem/Divulgação Vanity Brasil - Celebridades

A influenciadora e comediante Evelin Camargo revelou recentemente nas redes sociais seu diagnóstico de um tipo raro de câncer, o linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários (BIA-ALCL). A condição, ligada a próteses de silicone, veio à tona após a artista notar um aumento súbito em uma de suas mamas, gerando um debate sobre a doença. Diante da repercussão do caso, a médica oncologista Dra. Sabina Aleixo foi procurada para esclarecer as características desse linfoma, suas distinções do câncer de mama tradicional e os sinais de alerta que merecem atenção.

Em entrevista, a médica oncologista Dra. Sabina Aleixo explicou que o BIA-ALCL não se enquadra como um câncer de mama clássico. ‘O linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários (BIA-ALCL) é um tipo raro de linfoma — ou seja, um câncer do sistema linfático — que se desenvolve, na maioria das vezes, na cápsula fibrosa que o corpo forma ao redor do implante mamário’, detalhou a especialista. Ela ressaltou que a doença se diferencia do câncer de mama convencional por não surgir do tecido mamário em si, mas sim de uma resposta inflamatória crônica na região adjacente à prótese.


A médica destacou o aumento súbito e assimétrico da mama como o principal sinal de alerta para o BIA-ALCL, frequentemente causado pelo acúmulo de líquido ao redor da prótese, conhecido como seroma tardio. ‘O aumento súbito e assimétrico da mama, geralmente causado por acúmulo de líquido (seroma), é o sinal mais comum e típico’, afirmou a oncologista. Além disso, outros indícios que exigem atenção incluem endurecimento da mama, dor persistente, sensação de peso, assimetria recente, a presença de nódulos na cápsula ou na axila e, em casos mais raros, alterações cutâneas locais. Qualquer modificação tardia, anos após o procedimento cirúrgico, deve ser prontamente investigada por um profissional de saúde, pois o surgimento de líquido ao redor da prótese muitos anos após a cirurgia não é esperado e é considerado um achado atípico.

Para o diagnóstico, Sabina Aleixo informou que o primeiro passo é a avaliação por exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, para confirmar a presença de líquido ou alterações na cápsula do implante. Em casos de seroma tardio, a punção guiada por imagem para coleta do líquido é indicada, sendo o material analisado por citologia e imuno-histoquímica, exames cruciais para a confirmação ou exclusão do BIA-ALCL. Em alguns casos, a cápsula retirada cirurgicamente também é analisada. A especialista também elucidou que a grande maioria dos casos descritos está associada a implantes com superfície texturizada, enquanto próteses lisas apresentam um risco extremamente baixo, próximo de zero nos dados disponíveis até o momento. O risco parece estar relacionado à textura da prótese e ao tempo de exposição, geralmente após vários anos do implante.

Quanto ao tratamento, a médica explicou que, quando o diagnóstico de BIA-ALCL é realizado precocemente e a doença está restrita à cápsula que envolve a prótese, a retirada completa do implante e da cápsula (capsulectomia total) costuma ser curativa. ‘Nessa fase, a doença ainda não se disseminou, e a cirurgia adequada remove todo o tecido comprometido’, pontuou. Em situações de doença mais avançada, com envolvimento de linfonodos, formação de massas sólidas, invasão de tecidos adjacentes ou disseminação sistêmica, tratamentos adicionais como quimioterapia ou outras abordagens oncológicas são indicados, exigindo acompanhamento especializado. A oncologista enfatizou que, após o tratamento, o acompanhamento médico regular, incluindo avaliações clínicas e, quando indicado, exames de imagem periódicos, é fundamental, e o prognóstico do BIA-ALCL é bastante favorável quando a condição é identificada em estágio inicial, com altas taxas de controle da doença e sobrevida a longo prazo. Por fim, Dra. Sabina Aleixo reforçou que, embora a atenção aos sinais seja crucial, o BIA-ALCL é uma condição extremamente rara, e a maioria das mulheres com implantes mamários jamais desenvolverá o linfoma, devendo-se observar o próprio corpo e valorizar as mudanças tardias, procurando avaliação médica na presença de qualquer alteração fora do habitual.

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