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Luisa Mell aponta graves falhas na investigação do caso do cão Orelha em SC

Ativista aponta proteção a ricos e cobra justiça severa.

Vanity Brasil|Do R7

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A passagem da ativista Luisa Mell por Santa Catarina trouxe novos e explosivos capítulos ao caso da morte do cão Orelha, que gerou revolta em todo o país. Acompanhando de perto as investigações, Luisa declarou ter encontrado “pontos estranhos” no inquérito policial e não hesitou em denunciar o que considera uma proteção velada aos envolvidos, que pertencem a famílias de alto poder aquisitivo na região. Segundo a ativista, a situação é “muito pior do que a gente sabe” e exige vigilância constante para que não termine em impunidade.

Deboche? Suspeitos curtem a Disney enquanto o Brasil cobra justiça


​O sentimento de injustiça ganhou ainda mais força com a confirmação de que dois dos quatro adolescentes investigados pela tortura e morte de Orelha estão, neste exato momento, aproveitando férias na Disney, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, que ressaltou que a viagem já estava agendada antes do crime.

​A notícia caiu como uma bomba nas redes sociais, interpretada por muitos como um sinal de descaso. Diante disso, a polícia está montando uma operação especial de segurança no aeroporto para o retorno dos jovens, previsto para a próxima semana, temendo protestos e tumultos na área de desembarque.


Família indiciada: Pais tentaram calar testemunhas

​As investigações apontam que a tentativa de blindar os adolescentes ultrapassou os limites da defesa legal. A Polícia Civil indiciou três adultos — pais e um tio dos jovens — pelo crime de coação no curso do processo. Entre os acusados estão empresários influentes e um advogado.


​De acordo com a delegada Mardjoli Valcareggi, os responsáveis teriam ameaçado testemunhas chave, incluindo funcionários do condomínio que presenciaram a movimentação e registraram provas. A manobra para silenciar quem tentava colaborar com a justiça reforça as suspeitas levantadas por Luisa Mell sobre a influência das famílias no andamento do caso.

Juíza se declara suspeita e deixa o processo


​Outro ponto que corrobora a “estranheza” citada por Luisa foi a súbita saída da juíza titular do caso. A magistrada declarou-se suspeita por motivo de foro íntimo — apurações indicam uma relação de proximidade com as famílias dos acusados — e se afastou da condução do processo. A decisão, embora legal, aumentou a desconfiança da opinião pública sobre a isenção das autoridades locais.

Relembre a crueldade

​O crime que chocou o país envolveu requintes de sadismo. Imagens e relatos confirmam que os adolescentes pegaram Orelha, o mascote comunitário da Praia Brava, e o arremessaram ao mar. O animal, um cão idoso e dócil, foi resgatado com ferimentos gravíssimos e, em agonia, precisou ser submetido à eutanásia. O caso segue agora sob pressão total da sociedade e de ativistas como Luisa Mell.

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