Zezé Di Camargo tem dívida de R$ 600 mil com Zilu, diz advogado

Do total, entre R$ 300 e R$ 500 mil correspondem a juros e multas por atraso; defesa do sertanejo nega pendência financeira com empresária

Zezé Di Camargo estaria devendo cerca de R$ 600 mil à ex-mulher, Zilu Godoi, com quem trava uma longa disputa na justiça pela divisão dos bens. Informações obtidas com exclusividade pela reportagem do R7 indicam que o sertanejo teria atrasado, por diversas vezes, parcelas estabelecidas em acordo de separação. As pendências, segundo a defesa da empresária, serão "cobradas" no tribunal. 

Do valor total, de acordo com o advogado Marcelo Paiva — responsável por representar a ex-mulher do cantor —, entre R$ 300 e R$ 500 mil correspondem, apenas, aos valores de multas por atraso em algumas parcelas. No documento assinado por Zilu e o ex-marido, há uma cláusula que prevê a cobrança de valores adicionais em caso de descumprimento das datas. 

"Nesse primeiro acordo ele tinha a obrigação de pagar parte do valor em dinheiro, que ele pagou muito em atraso todos esses anos. O acordo tinha uma multa de mil reais por dia. O valor das multas varia, eu acredito, que entre R$ 300 e R$ 500 mil de multas. A gente está cobrando", diz Paiva. 

Procurado pela reportagem, o advogado Cesar Alexandre Padula Miano — que responde pela defesa do cantor—, negou que existam pendências, mas, no entanto, confirmou a recorrência de atrasos. "Durante o período de pagamento, existiram atrasos, mas foram compensados com juros pactuados no acordo. Fora isso, não existe nenhum valor atrasado. Está tudo quintado", afirma Miano, que à época da separação representou ambos os lados. 

Segundo o advogado de Zezé, "vários recibos" teriam sido incluídos no processo. Ele, no entanto, se recusou a enviar cópias desses comprovantes. "O processo, mesmo sentenciado, ainda tramita em segredo de justiça. O conteúdo do processo ainda não consigo", justificou o jurista, que reconhece a existência de uma última última parcela no valor de R$ 100 mil. 

No documento assinado em 2018, ficou estabelecido que o sertanejo teria que pagar, entre outros valores, 20 prestações de R$ 100 mil. A data limite para o pagamento da última parcela, no entanto, termina no dia 10 de setembro. Com isso, de acordo com a defesa de Zilu, a sentença da juíza Natalia Assis, que obrigou a empresária assinar uma procuração autorizando Zezé a administrar a fazenda da família, não daria plenos poderes ao músico. 

"A princípio ela não assinou porque ela queria anular o acordo, mas o Zezé entrou com uma execução, para o cumprimento do acordo, para que ela fosse obrigada a assinar. O tribunal entendeu que ela tinha que assinar. Essa procuração é provisória porque ele ainda deve dinheiro para ela nesse acordo. E ele só pode usar a procuração quando quitar o que ele deve", explicou Marcelo Paiva. 

"Zezé está cantando vitória antes da hora"

Marcelo, inclusive, garante que a disputa judicial entre a cliente e o ex-marido está longe de chegar ao fim. Para o advogado, a sentença da juíza Natalia Assis, que anulou ação que pedia, entre outras coisas, a revisão de todos os acordos de partilha de bens, apresenta erros "graves".

"Certamente a decisão vai ser reformada. Ou seja, é uma batalha para cinco ou seis anos. O Zezé e o advogado dele estão cantando vitória antes do final dessa batalha. Isso é muito ruim, muito errado por parte deles. Dele talvez seja por ignorância, por parte da advogado não", afirmou.

Procurado pela reportagem, Zezé respondeu, por meio de nota, que está feliz pelo que ele chamou de "vitória da Justiça". "Não estou comemorando a vitória sobre a minha ex, por quem tenho respeito e com quem tive meus três lindos filhos. Estou feliz pela vitória da Justiça e da verdade que sempre deve prevalecer", disse o sertanejo, que faz dupla com o irmão, Luciano.

O processo

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Reprodução/Instagram

Em 2019, Zilu Camargo entrou na Justiça para pedir a anulação de partilha de bens gerada pelo divórcio dela e do cantor Zezé Di Camargo, que foi iniciado em 2014 e concluído em 2016.

Segundo o advogado da empresária, durante os dois anos em que o caso tramitou na Justiça, o sertanejo teria transferido o patrimônio e simulado situação de falência para ocultar a verdadeira fortuna que acumulou em 30 anos de carreira.

"Nós pedidos a perícia em todo o patrimônio à época e, por conta disso, os próprios filhos foram induzidos a acreditar que o pai estava falido e que dos bens que tinham, ele teria reservado para ela, com a alegação que ele perderia tudo. No entanto, foi só assinar o acordo para aparecer um vasto patrimônio, bens e inúmeras campanhas publicitárias", diz Marcelo Paiva.