Música Com dívidas e após traição, ex-Polegar corre o risco de ser despejado: "Estou desesperado"

Com dívidas e após traição, ex-Polegar corre o risco de ser despejado: "Estou desesperado"

Agora chef gourmet, Ricardo Costa pensou em se matar e pede ajuda aos amigos no Facebook

  • Música | Paola Correa, do R7

Ricardo Costa fez parte do grupo Polegar, nos anos 1980

Ricardo Costa fez parte do grupo Polegar, nos anos 1980

Divulgação

Sucesso nos anos 80 com o Polegar, Ricardo Costa está vivendo momentos difíceis tanto financeiramente, quanto na área pessoal. Em conversa como o R7, o ex-Polegar, que agora é chef gourmet, contou que está devendo mais de R$ 120 mil, será despejado e corre o risco de ser preso por não pagar a pensão alimentícia há quatro meses.

— As pessoas acham que por ter sido um cantor famoso as coisas estão bem para mim. Acontece que a gente era muito criança na época. Não tinha internet, celular, rede social, como tem hoje. Infelizmente, a gente não ganhou dinheiro. Foram seis anos de sucesso, mas quem ganhou na época foram os contratantes e o empresário. A gente, nada.

No entanto, os problemas financeiros vieram de uns anos para cá. Desde o ano passado, Ricardo vem passando por uma situação difícil que o fez até pensar a tirar a própria vida. Em novembro do ano passado, ele conta que teve a porta arrombada por bombeiros após ficar seis dias trancado em casa, no fundo do poço.

— Se coloca no meu lugar, um cara que fez tanto sucesso, se deu bem, mas que, por algum motivo do destino, não deu sorte. Tem oficial de Justiça na minha porta, dívidas no banco, ordem de despejo, fui traído. Como você acha que fica minha cabeça?

Com o restaurante fechado em Mogi das Cruzes e com aviso de despejo para sexta-feira (25) do restaurante que montou em Taubaté (SP), Ricardo pediu ajuda aos amigos no Facebook. O ex-Polegar está devendo R$ 112 mil do financiamento do carro (uma Santa Fé avaliada em R$ 56 mil) e empréstimo, deve R$ 12 mil ao banco e está sem dinheiro pagar a pensão alimentícia há quatro meses, correndo o risco de ser preso a qualquer momento.

— Sou um cara honesto, trabalhador. Não foi incompetência. Não dei sorte. Isso pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer área. Sou muito competente. O que aconteceu é que eu não tive sorte. Foi falta de estratégia e por, na época, eu não ter enxergado que não era um bom negócio. Não tive vergonha de me expor no Facebook e pedir ajuda.

Com mais de 2.500 amigos no Facebook, Ricardo espera que, pelo menos algumas das 800 pessoas que ele conhece pessoalmente, possam ajudar de alguma e qualquer forma.

— Não quero doação. Eu até pedi que as pessoas que fizessem o depósito, se identificassem para que eu possa devolver quando estiver em melhor situação. Eu quero que as pessoas como fãs ou como amigas me emprestem e depois me comprometo em devolver. Resolvi pedir ajuda, porque meu coração mandou. Eu fiz de coração, não foi um texto planejado. Acredito que a partir do momento que faço alguma coisa, eu atraio coisas boas, ou ruins. Mas vou atrair algo.

Ricardo é formado em Gastronomia e se transformou em chef gourmet visando apresentar um programa na TV. Enquanto a oportunidade artística não surgia, ele montou um restaurante na cidade em que morava, Mogi das Cruzes, em frente a uma faculdade.

— Nos dois meses que a gente ficou em reforma, a faculdade fechou. Passamos de uma clientela de 6.000 alunos da faculdade para somente pessoas das lojas em volta. Caiu muito. Foi aí que me mudei para Taubaté.

O ex-Polegar escolheu a cidade porque a então mulher, com quem ele ficou por dois anos, é de lá, e eles resolveram morar juntos para diminuir os custos de aluguel. De dois alugueis de R$ 2.500, eles passaram a um de R$ 1700.

Acontece que a parceira de vida e de negócio, já que eles se uniram também no restaurante, “caiu fora” e o traiu com outro.

— Ela preferiu ficar com o ex-marido, que tinha a guarda da filha de 5 anos deles e que era apaixonado por ela. Ele tinha acabado de receber uma herança e percebeu que a nossa situação não estava bem. Foi então que ele se aproximou e fez uma proposta para ela trabalhar com ele. Até que encontrei ela na casa dele há uma semana. Eu fui traído.

Ricardo abriu o coração para a reportagem e disse que não tem vergonha de contar todas as situações que tem vivido. Antes de ser traído pela mulher, ele estava fazendo tortas para vender por fora e estava cogitando fazer marmitex. Só que se desestruturou ao ser largado pela mulher.

Questionado por que não volta a Mogi das Cruzes no antigo ponto, que arrendou no ano passado, Ricardo explica que não tem condições financeiras para fazer a mudança.

— Eu arrendei o restaurante em novembro, mas o cara devolveu destruído, com contas de luz, água e aluguel atrasados. Se o imóvel fosse meu eu teria feito uma casa e estaria morando lá. 

Últimas