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Doechii aposta em hits, carisma e conceito em show potente em São Paulo

Mesmo com estrutura simples, artista envolveu ao unir narrativa visual e forte conexão com o público

Música|Mariana MorelloOpens in new window

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Rapper se apresentou pela primeira vez no Brasil na noite desta sexta (20) Brazil News

A noite desta sexta-feira (20) no Lollapalooza Brasil foi marcada pela estreia potente da rapper norte-americana Doechii. A primeira passagem da artista no país acontece após o cancelamento de um show no festival AFROPUNK Brasil 2024, em Salvador, por motivos pessoais.

Em São Paulo, Doechii fez jus ao hype: uma performance segura, criativa e carismática, que reforça o motivo de ter chamado a atenção da Top Dawg Entertainment, mesma gravadora responsável por nomes gigantes, como o rapper californiano Kendrick Lamar.


Com presença de palco magnética, a cantora entregou um show altamente performático e, acima de tudo, interativo. Desde os primeiros minutos, ela fez questão de estabelecer uma conexão direta com o público.

Ao questionar se “o Brasil sabia fazer festa?”, a rapper instigou a plateia, que se manteve conectada até o final. Interpretando parte das letras e conduzindo a plateia, Doechii transformou o show em uma experiência quase colaborativa.


Artista apostou no conceito visual potente para se conectar com a plateia Brazil News

O palco, embora simples, se destacou justamente pela força da estética minimalista. Com poucos elementos e truques cênicos envolvendo tecidos, tapetes e projeções, o espaço ganhou ares de um oásis em meio ao Autódromo de Interlagos.

A atmosfera mística foi reforçada por visuais exibidos nos telões, incluindo um vídeo em que a artista aparece como uma espécie de taróloga — ampliando o universo conceitual que já vem sendo explorado em suas apresentações recentes.


No setlist, Doechii mostrou versatilidade ao misturar gêneros e referências. Um dos momentos mais marcantes foi o remix de “Break My Soul”, de Beyoncé, com “Persuasive”, além de um freestyle sobre a batida de “America Has a Problem”, também faixa de Queen B.

A artista também apostou em releituras de suas próprias músicas. A faixa viral “Anxiety” — música que começou como uma brincadeira da cantora sobre a batida de “Somebody That I Used to Know”, de Gotye, e que acabou sendo oficialmente lançada após pedidos insistentes dos fãs nas redes sociais — apareceu em versão rock’n’roll.


Em outro momento, Doechii incorporou o funk brasileiro ao show com um remix de “Dream Funk”, levando a plateia ao delírio.

Aliás, o público foi parte essencial do espetáculo. Além das interações constantes da artista, os telões exibiam vídeos que dialogavam diretamente com a plateia durante os intervalos.

Doechii incorporou leques à apresentação Brazil News

E, como já virou tradição em shows pop — especialmente entre artistas femininas —, o som dos leques batendo em sincronia com a batida tomou conta da multidão em diversos momentos.

Acompanhada por quatro dançarinas, Doechii também chamou atenção pelo visual: uma beleza marcante, com bochechas bem definidas, sombra dourada reluzente e um look que mesclava elementos estéticos de sua era atual com o conceito de “oásis” proposto para o festival.

Perto do fim, após a performance de um de seus maiores sucessos, “DENIAL IS A RIVER”, a artista viu o público explodir em reação e respondeu com um caloroso “Te amo”, seguido de um agradecimento emocionado: “Brasil, quero te agradecer por ser uma plateia maravilhosa”.

O encerramento ficou por conta de “What It Is (Block Boy)” (que não foi tocada em nenhum dos shows na América Latina), seu primeiro grande sucesso, faixa que a própria artista fez questão de destacar como responsável por colocá-la exatamente onde estava naquela noite: em um dos maiores festivais do mundo.

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