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Justiça permite que Drake acesse contratos de Kendrick Lamar em processo de difamação

Decisão autoriza rapper canadense a obter documentos da Universal em disputa sobre a música “Not Like Us”, que o acusa de pedofilia

Música|Do R7

Justiça permite que Drake acesse contratos de Kendrick Lamar em processo de difamação Reprodução/X/@DailyNoud

A juíza norte-americana Jeannette Vargas autorizou nesta quarta-feira (2) que a equipe jurídica de Drake tenha acesso a documentos confidenciais da UMG (Universal Music Group) no processo de difamação movido pelo canadense contra a gravadora e Kendrick Lamar.

A ação tem como alvo a música “Not Like Us”, lançada por Lamar e eleita Canção do Ano e Gravação do Ano em 2025, cujas letras Drake alega disseminarem uma “narrativa falsa e maliciosa” de que ele seria pedófilo.

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A decisão marca um novo capítulo na longa rivalidade entre os dois artistas, que no último ano trocaram acusações em uma série de faixas de rap. Em “Not Like Us”, Lamar caracteriza Drake e sua equipe como “pedófilos certificados”. Antes, Drake havia acusado o rival de abuso doméstico em outra música.

Agora, Drake busca na Justiça cópias dos contratos de gravação de Lamar com a UMG, além de informações sobre salários e bônus de executivos seniores da gravadora desde 2020, argumentando que a empresa lucrou ao promover a faixa polêmica.


“Agora é hora de ver o que a UMG estava tentando desesperadamente esconder”, disse Michael Gottlieb, advogado de Drake, em entrevista à BBC.

A juíza rejeitou um pedido da Universal para pausar esse processo enquanto avalia um possível arquivamento da ação, também solicitado pela gravadora no último mês. A próxima audiência está marcada para 30 de junho.


A Universal, que representa Drake há mais de uma década, classificou o processo como uma tentativa “ilógica” de “silenciar” a expressão criativa de Lamar e negou as acusações de conspiração com o Spotify para inflar os números de streaming de “Not Like Us”, que se tornou o maior hit da carreira de Lamar e ganhou ainda mais destaque após a exibição no show do intervalo do Super Bowl deste ano.

“Essas alegações não são apenas falsas, mas a noção de que tentaríamos prejudicar a reputação de qualquer artista - e muito menos de Drake - é absurda”, afirmou a gravadora em comunicado.


A empresa também argumentou que o rapper canadense “perdeu uma batalha de rap que ele provocou e da qual participou voluntariamente” e agora busca usar o sistema judicial para retaliar.

A UMG se opõe à entrega de informações “comercialmente sensíveis”, chamando o processo de “custoso e demorado” e um “fardo indevido” para um caso que ainda pode ser arquivado.

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