Maestra brasileira é a primeira mulher a reger orquestra de 130 anos na Alemanha
Andréa Botelho descobriu que queria trabalhar com música aos 14 anos de idade
Música|Do R7, com RECORD NEWS
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Em uma fatídica noite, na casa de infância, que ficava nos subúrbios do bairro do Meiér, Rio de Janeiro, Andréa Botelho mudava de um canal para outro na televisão. Foi então que o tédio foi cortado por uma aparição que mudou a vida da menina para sempre.
Ao se deparar com uma orquestra, Andréa quebrou as barreiras do pequeno televisor e se sentiu teletransportada para o palco, em um momento que ela descreve como espiritual. Foi então que ela soube o que queria fazer quando crescer.

A família, que não era composta por músicos, demorou a entender as vontades da garota e questionou as esperanças que ela tinha sobre a compra de um piano. Isso não a impediu. Na escola, ela criou um teclado de papel e, com o tempo, os estudos se aperfeiçoaram.
A primeira formação foi em piano, na UniRio. Depois foi para UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na Escola Nacional de Música. Então, chegou à Alemanha em 1998, onde fez um mestrado na Universidade de Música de Karlsruhe.
O trabalho duro valeu a pena e hoje a maestra, pianista, compositora, pesquisadora e mãe viaja o mundo e quebra barreiras. A mais recente delas foi se tornar a primeira mulher a reger uma orquestra na Alemanha.
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Andréa não consegue segurar a própria felicidade, mas também toma um momento para refletir o que a conquista implica: “Isso mostra também um lado triste. Que deflagra que ainda não existe igualdade nesse meio. Precisamos esperar 130 anos para essa oportunidade”.
A presença feminina e a batalha para as mulheres conquistarem o lugar que merecem nas orquestras sempre foram temas muito importantes na vida de Andréa e, sem eles, ela poderia não estar onde se encontra hoje. “Eu quase desisti. Foi graças a uma grande maestra brasileira — que hoje em dia é uma amiga —, Ligia Amadio, que eu falei: se ela está ali, eu vou continuar”.
O que desmotivava a artista era a solidão em ser a única aluna na sala, um problema que ela vê persistir nas gerações atuais. “Não é legal ser a primeira, nem é legal ser a única. A gente quer pertencer. Então eu espero que cada vez mais eu veja mais colegas. Ainda é um número que não é igual, é muito discrepante, mas persistimos, resistimos”.
Ela passa a mensagem para aquelas que a usam como inspiração: “Independente de algumas questões de gênero, que a gente possa sim liderar e estar à frente de orquestras”.
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