Música Maiara e Maraisa comentam volta ao trabalho após morte de Marília: 'Tive bloqueio criativo'

Maiara e Maraisa comentam volta ao trabalho após morte de Marília: 'Tive bloqueio criativo'

As cantoras gravam o DVD do projeto 'Identidade' nesta sexta-feira (11). Esse é o primeiro projeto grande delas desde 'Patroas'

  • Música | Pedro Garcia, do R7

Resumindo a Notícia
  • Maiara e Maraisa gravam novo DVD

  • Esse é o primeiro projeto grande das artistas desde a parceria com Marília Mendonça

  • Elas contam que tiveram dificuldade de voltar ao estúdio após a morte da amiga

  • 'Tive um bloqueio criativo', conta Maraisa

Maiara e Maraisa comentam a gravação do DVD 'Identidade'

Maiara e Maraisa comentam a gravação do DVD 'Identidade'

Van Campos/Agnews

Maiara e Maraisa se preparam para gravar o quinto DVD da carreira. A dupla sobe no palco nesta sexta-feira (11) para a gravação de Identidade. Esse é o primeiro projeto grande das sertanejas desde Patroas, parceria das irmãs com Marília Mendonça, encerrada abruptamente por causa da morte da cantora em um acidente de avião. As artistas contam que trabalham na preparação desse DVD há cerca de um ano e que vão imprimir a identidade do duo após alcançarem uma consolidada carreira na música e passarem por um período turbulento devido à perda da amiga.

Antes da gravação do DVD Identidade, as sertanejas rodaram o Brasil com a turnê Metamorfose. As cantoras explicam que o nome se deu pelo momento de mudanças pelo qual elas passavam depois da pandemia e também após a morte de Marília Mendonça. Maraisa diz que elas tentaram ressignificar tudo o que viveram desde o projeto Patroas e buscar a identidade da dupla. Para isso, tiveram um ano cheio de trabalho. "A gente viveu intensamente esse projeto. Tem muita emoção, tem muita verdade", diz.

Maraisa conta que a preparação para o DVD e a gravação das músicas que elas vão cantar aconteceu no mesmo estúdio em que elas produziram o álbum das Patroas, no interior de São Paulo. Emocionada, a cantora revela que teve dificuldade em voltar àquele lugar.

"Era muito difícil ter que entrar no estúdio e sentar no mesmo sofá em que eu sentava com a Marília. Era muito difícil ter que sentar com a Maiara para tentar compor todo o repertório. Todo mundo passa por processos na vida, sei que nós não somos as únicas a perder pessoas queridas, a ter sonhos que ficaram pela metade e a gente não pode desistir da vida", diz.

As irmãs falam que até a data da gravação do DVD foi uma questão para elas. Maiara diz que a ideia inicial era gravar o Identidade em abril ou julho, mas a data final foi marcada para 11 de novembro, poucos dias após a morte de Marília Mendonça completar um ano. Inicialmente, a cantora não gostou, mas fala que foi convencida pela irmã e passou a enxergar esse novo passo como um recomeço.

Sobre o repertório do projeto, a dupla diz que há algumas composições de Maraisa e nenhuma de Maiara, que fala não ser muito ligada a compor. Por mais que tenha canções de sua autoria no repertório, Maraisa revela que enfrentou um bloqueio criativo após a morte da eterna rainha da sofrência, pois as últimas faixas de sucesso que escreveram foram em parceria com a amiga.

"Tive um bloqueio criativo e isso era uma coisa que mexia muito com a minha autoestima. Não me reconhecia. Não consegui escrever, não conseguia sentar porque as minhas últimas composições que tinham dado muito certo eu tinha feito com ela, nós duas numa sala conversando. Para mim, nós já vencemos de estar nesse momento aqui. A partir de hoje, vejo que Maiara e Maraisa aguentam qualquer rojão", lembra.

Não foi apenas Maraisa que enfrentou dificuldades na vida profissional por conta do luto. Após a morte de Marília, em novembro, as irmãs voltaram ao palco em dezembro. Maiara conta que essa não foi uma decisão dela e que ela pensava em passar o resto do ano sem fazer shows.

"Quando aconteceu em novembro, falei assim: 'Como a gente vai trabalhar em dezembro? Vamos encerrar esse ano, já foi'. Mas a Maraisa chegou em mim e falou assim: 'A gente precisa porque teve gente da nossa equipe que ficou até agora esperando por esse momento, que perderam pessoas queridas e ficaram sem trabalhar. E agora a gente precisa voltar, né?'", recorda. "Se a gente parasse, com toda certeza nós não iríamos voltar para o trabalho", completa Maraisa.

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