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Maioria das pessoas não sabe identificar músicas feitas por IA, diz pesquisa

Estudo do Ipsos mostrou que 51% dos entrevistados acham que a tecnologia pode resultar em canções de qualidade inferior

Música|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A pesquisa da Ipsos, encomendada pelo Deezer, revela que 97% das pessoas não conseguem identificar músicas criadas por inteligência artificial.
  • Realizada com 9 mil participantes de oito países, a maioria se sentiu desconfortável com a confusão entre músicas de IA e humanas.
  • 51% acreditam que a tecnologia pode levar a músicas de qualidade inferior, e 80% desejam identificação clara das músicas geradas por IA nas plataformas.
  • O Spotify removeu mais de 75 milhões de faixas criadas por IA nos últimos 12 meses para proteger artistas e promover transparência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fotos dos integrantes seguem um padrão visual comum em produções artificiais
Banda The Velvet Sundown fez sucesso até o público descobrir que as músicas não eram reais Reprodução/Spotify

A maior parte das pessoas não consegue diferenciar músicas geradas por inteligência artificial das reais, segundo uma pesquisa feita pela Ipsos, encomendada pelo Deezer. O estudo, divulgado nesta quarta-feira (12), mostrou que 97% dos entrevistados pensaram que as faixas produzidas por IA eram de humanos.

O tema ganhou ainda mais atenção após o caso da banda The Velvet Sundown, que viralizou no Spotify, até que o público descobriu que seus trabalhos haviam sido criados por IA. Segundo a Ipsos, 80% dos participantes acreditam que esse tipo de música deveria ser devidamente identificada nas plataformas.


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A pesquisa foi realizada com nove mil voluntários de oito países, entre eles Brasil, Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Os entrevistados ouviram três trechos diferentes, dois feitos pela tecnologia e um por compositores reais.

Mais da metade afirmou ter se sentido desconfortável por não conseguir perceber a diferença. Mesmo confundindo os sons, 51% das pessoas acreditam que o avanço da tecnologia pode resultar em músicas de qualidade inferior nas plataformas.


Em setembro, o Spotify anunciou que retirou mais de 75 milhões de faixas criadas por IA nos últimos 12 meses, com o objetivo de proteger os artistas e garantir transparência aos ouvintes. Além de canções, a empresa disse que a tecnologia está facilitando a clonagem de voz sem autorização.

O Deezer também tem buscado estudar o papel da inteligência artificial no mercado musical e a necessidade de ferramentas, dentro do aplicativo, que diferenciem criações humanas das produzidas por algoritmos, já que o volume desse tipo de conteúdo tem crescido rapidamente.

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