Show de Sabrina Carpenter em São Paulo tem ‘shot’ no palco e Luísa Sonza ‘presa’
Cantora trouxe a estrutura enorme da turnê Short n’ Sweet quase completa para todos os shows na América Latina
Música|Mariana Morello, do R7
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A apresentação de Sabrina Carpenter no Lollapalooza, na noite desta sexta-feira (20), em São Paulo, começou antes mesmo de ela pisar no palco. Um vídeo interativo introduziu o conceito de “programa de TV”, com direito a tentativas em português como “caipirinha” e “tchau tchau”, arrancando os primeiros gritos da plateia.
Diferente de muitos artistas que adaptam seus shows para o formato de festival, Sabrina trouxe praticamente a estrutura completa da turnê Short n’ Sweet Tour, realizada ao longo de 2025 — que contou com dezenas de datas esgotadas nos Estados Unidos. O cuidado cenográfico e performático elevou o nível da apresentação e deixou claro que não se tratava de um “show reduzido”.
Como as centenas de looks personalizados já indicavam pelo gramado do Lolla, o público foi em peso ao Autódromo de Interlagos à espera da loirinha do pop. E a recepção foi imediata: já nos primeiros versos de “Busy Woman”, a plateia cantava tão alto que, por momentos, quase superava a voz da artista — algo que se manteve ao longo de toda a apresentação, inclusive nas transmissões oficiais.
Um dos momentos mais aguardados da noite era a revelação da cor do figurino escolhido para o show: um body de paetês amarelo-manteiga. Embora mais simples do que as peças elaboradas repletas de camadas e cristais vistas na turnê, o look cumpriu bem seu papel visual. Mais tarde, ela trocou para um conjunto verde brilhante com franjas, incorporando, assim, o tradicional verde e amarelo do Brasil ao show.
Pequena em estatura, mas gigante em presença de palco, Sabrina sustenta o show com carisma e domínio — algo que também vem de sua experiência como atriz, iniciada ainda jovem em produções da Disney Channel, como Girl Meets World. No palco, essa bagagem se traduz em timing, expressividade e uma habilidade natural de se comunicar com o público.

A interação, inclusive, foi um dos pilares da apresentação. Após as três primeiras músicas, ela saudou a plateia com um animado “Oi, Brasil!” e relembrou suas passagens anteriores pelo país, incluindo o show no MITA Festival, em 2023. Empolgada, afirmou: “Vocês têm tudo! São um dos melhores lugares do mundo, pela forma como valorizam a música, como cantam… estou ficando animada, sinto que essa será uma das melhores plateias que já tivemos”.
Em outro momento, entrou na brincadeira com os fãs ao tentar entender os gritos de “Sabrina, eu te amo”, traduzindo em tempo real e rindo: “Me sinto na escola, vocês estão me ensinando português!”. Também revelou uma de suas estratégias favoritas: “Sou o tipo de cantora que gosta de ficar no lado mais barulhento do palco”, disse, antes de promover uma disputa entre os lados da plateia.
O bom humor seguiu com aprendizados inesperados — como a palavra “gostosa”, que ela prometeu não esquecer — e momentos mais íntimos. Sentada na beira do palco, observando o público, comentou: “Estou me divertindo tanto”, antes de cantar “Never Getting Laid”, que revelou ser uma de suas favoritas, raramente incluída no setlist.
O show foi recheado de hits virais do TikTok, com o público acompanhando do início ao fim. E, mantendo tradições da turnê, Sabrina incluiu a já esperada “brincadeira” de algemar um convidado famoso durante “Juno”. No Brasil, a escolhida foi Luísa Sonza — momento que levou a plateia ao delírio e arrancou da americana um espontâneo: “Acho que vou ter que me mudar pra cá”.
Outro destaque foi o momento descontraído em “Slim Pickins”, quando Sabrina tomou um shot no palco — levantando a dúvida bem-humorada entre os fãs: seria seu primeiro em solo brasileiro?
Apesar de alguns fãs sentirem falta da pose clássica de “Juno” — substituída, nas apresentações recentes na América Latina, por uma versão com uma “arminha” e bandeira do país —, o entusiasmo geral não diminuiu.
Na reta final, a artista se emocionou ao cantar “Don’t Smile” para uma multidão estimada em cerca de 100 mil pessoas. E, após mais de uma hora de show intenso — com dança, vocais consistentes e muita conversa —, Sabrina encerrou a noite com o fenômeno “Espresso”, faixa que ultrapassa 2,8 bilhões de streams no Spotify.
No fim, o show funciona quase como um contraponto ao padrão de apresentações “enxugadas” em festivais. Sabrina Carpenter aposta no oposto: mantém a grandiosidade, preserva a narrativa e sustenta o interesse do início ao fim — uma escolha que eleva sua performance e evidencia um compromisso raro com a experiência do público.
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