Pop Conheça Hungria, o rapper independente que conseguiu ser mais popular que Criolo e Emicida

Conheça Hungria, o rapper independente que conseguiu ser mais popular que Criolo e Emicida

Cantor de Brasília é um fenômeno no estilo com 250 milhões de views no YouTube

Conheça Hungria, o rapper independente que conseguiu ser mais popular que Criolo e Emicida

Hungria: cantor atingiu sucesso no rap sendo independente

Hungria: cantor atingiu sucesso no rap sendo independente

Divulgação

Com 250 milhões de visualizações no YouTube, Hungria é o rapper mais popular do Brasil na plataforma de vídeos. Os números que ele contabiliza por lá superam o de nomes com mais divulgação na mídia, como Criolo e Emicida, que nem juntos atingem a marca do artista de Brasília.

Com 12 anos de atuação, o cantor um daqueles fenômenos que o Centro-Oeste consegue revelar mesmo sem o apoio de gravadoras e presença constante na TV, muito mais acessível para quem é do eixo Rio-São Paulo. Porém, há um fator mais impressionante no feito de Hungria: em vez de sertanejo, ele conseguiu tudo isso com o rap, estilo que na periferia de Brasília tem crescido bastante desde a última década, mas nem chega perto de ser comparável ao estilo mais popular da atualidade.

Apesar de ter vindo de uma região onde conheceu a pobreza de perto, ele optou por cantar sobre coisas positivas e que se inserem na realidade das baladas, em vez de escrever letras de protestos e que falam sobre criminalidade. "Me chamaram de Playboy do Rap por causa disso. Mas eu to longe de ser playboy. Nunca passei necessidade, mas nunca tive luxo lá em casa", explica o cantor, que já soma dez álbuns lançados. Confira a seguir a entrevista de Hungria ao R7.

R7 — Por que você optou não cantar sobre criminalidade?
Hungria — Existem várias ramificações no rap e é muito bom eu levantar essa bandeira da independência do rap. Eu acreditei no meu sonho bastante jovem. Nunca parei. Sempre estive diante do movimento. Eu não sou muito de julgar o rap. A música para mim é a salvação da minha vida.

R7 — Você começou muito cedo. Como sua família encarou isso?
Hungria — A família sempre quer que a gente estude. E sei da importância disso. Mas eu queria ser músico desde a infância. Com 13 anos, já fingia que ia para casa de amigos, mas ia para as baladas das cidades satélites. Sabia da vulnerabilidade e do perigo local. Mas levava meus CDs para entregar na porta. Tinha o sonho de subir no palco do local e mostrar minhas rimas.

R7 — Você chegou a trabalhar em escritório ou só viveu do rap?
Hungria — Trabalhei como estagiário em uma empresa de administração de empresas. Mas o computador era a cova do meu sonho. Foi aí que larguei tudo.

R7 — Como você classifica seu estilo?
Hungria — Meu rap é de pista. Eu não gosto de cantar sobre protesto. Me chamaram de Playboy do Rap por isso. Eu não vim da riqueza. Hoje eu só ostento minha fama mesmo. Nunca fui playboy. Só quero que meu trabalho seja reconhecido mesmo.

R7 — Quais sonhos atingiu com o sucesso?
Hungria — O maior sonho é atingir a realidade de poder ir onde quero, na hora que quero e ter como gastar com as coisas que desejo. Gasto muito. O que eu quero, eu compro. Não importa quanto custa. Isso é importante. Independência financeira é o que mais gosto.

R7 — Você continua frequentando seu bairro?
Hungria — Não consigo entender as pessoas que atingem certo patamar e viram as costas para o passado. Mas eu sei que, mesmo com a fama, devo e posso pisar onde eu nasci e cresci.

R7 — Como é fazer rap em Brasília?
Hungria — O rap de Brasília cresceu muito. As cidades satélites são berçários para o nascimento de talentos do estilo. Não é só sertanejo.

R7 — Sempre rolam as comparações sobre seu sucesso e o do Criolo e Emicida. Como encara isso?
Hungria — Criolo, Emicida e eu jogamos no mesmo time e pelo mesmo objetivo. Não estou para disputa. Números não contam na música.

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