Mural de Banksy roubado de local de ataque em Paris é encontrado

Obra de arte feita pela polêmica celebridade britânica foi recuperada em uma fazenda na região central da Itália, informou a polícia

Policiais ao lado de mural atribuído ao artista Banksy recuperado na Itália

Policiais ao lado de mural atribuído ao artista Banksy recuperado na Itália

Ufficio Stampa Carabinieri/Divulgação via REUTERS - 11/06/2020

Um mural do artista de rua britânico Banksy, roubado da casa de shows Bataclan, em Paris, local de um atentado realizado por militantes islâmicos em 2015, foi encontrado em uma fazenda na região central da Itália, informou a polícia.

A obra, que integra uma série de murais pintados em junho de 2018 na capital francesa, mostra uma figura feminina com véu olhando para baixo em um símbolo de luto.

Os ladrões roubaram o mural em janeiro do ano passado, aparentemente usando um equipamento portátil para retirar a porta de uma saída de emergência antes de levar a obra em uma van, informou o jornal La Repubblica.

Magistrados da cidade de L'Aquila, na região central da Itália, disseram que o mural foi recuperado em um sótão na manhã de quarta-feira.

Emanuele Mazzotta, comandante da polícia da cidade vizinha de Alba Adriatica, disse que o mural foi encontrado em uma casa no interior do país, embora seus ocupantes aparentemente não tivessem conhecimento do trabalho ou de seu valor.

"O homem que colocou o mural de Banksy na casa tinha controle total sobre ele, tinha livre acesso à casa e a porta estava localizada no topo do sótão", disse ele em entrevista coletiva.

O Bataclan, uma das casas de rock mais conhecidas de Paris, foi atacada por militantes durante um show em novembro de 2015 como parte de ataques coordenados que mataram 130 pessoas na cidade.

Banksy, que mantém em segredo sua identidade real, tornou-se uma das personalidades mais importantes da arte moderna, com uma série de obras espirituosas instaladas em locais públicos que misturam técnicas de arte de rua com poderosos pontos de vista políticos.

Nos últimos dias, ele ressurgiu, em reação à morte do norte-americano George Floyd e propôs uma nova apresentação da demolição de uma estátua do mercador de escravos Edward Colston em sua cidade natal, Bristol.

(Reportagem de Eleanor Biles e Emily Roe)