Pop Sem restaurantes, franceses recorrem a brinquedos sexuais no Dia dos Namorados

Sem restaurantes, franceses recorrem a brinquedos sexuais no Dia dos Namorados

FRANCA-VALENTINES:Sem restaurantes, franceses recorrem a brinquedos sexuais no Dia dos Namorados

Reuters - Entretenimento

PARIS (Reuters) - Privados de restaurantes e forçados a ficar em casa à noite para conter a disseminação do coronavírus, os franceses estão recorrendo a brinquedos sexuais para apimentar o Dia dos Namorados.

"Talvez, em um momento no qual tudo parece proibido, a sexualidade se torne um de nossos últimos bastiões de liberdade", disse Patrick Pruvot, fundador da rede de lojas de brinquedos sexuais Passage du Desir.

Nos três meses anteriores ao "Valentine´s Day" deste ano, as vendas nas sete lojas da rede subiram 68% na comparação com os meses anteriores. Um ano antes, o aumento foi de 12% durante o mesmo período transcorrido até 14 de fevereiro.

Algemas de doces e outros brinquedos sexuais preenchem as prateleiras da loja de Pruvot, cercada de restaurantes fechados no centro de Paris.

"Normalmente, iríamos a um restaurante, mas isso será um pouco difícil. Então pensei que poderia agradá-lo dando um pouco de atenção", disse Maryne Fraudin, de 21 anos, enquanto pesquisava itens para um jogo para ela e o namorado.

A França se orgulha de ser uma nação de sedutores. A sedução influência não somente como os franceses se relacionam, mas como fazem negócios, definem estilos, elegem políticos e desfrutam da comida e da bebida, escreveu Elaine Sciolino no livro "La Séduction".

Os franceses demoraram muito tempo para aceitar os brinquedos sexuais, um tabu que vinha caindo lentamente antes de a pandemia deixar mais casais com tempo de sobra, disse Pruvot.

"A crise de Covid acelerou a tendência", disse.

Outros países viram um fenômeno semelhante durante os lockdowns da Covid-19. Da Dinamarca à Colômbia, a venda de brinquedos sexuais disparou no início da pandemia, e a rede britânica Ann Summer relatou vendas mais altas durante o primeiro lockdown.

(Por Ardee Napolitano)

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