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CEO de gravadora dispara contra avalanche de músicas de IA

Crescimento exponencial de faixas geradas por inteligência artificial preocupa indústria musical e levanta debate sobre qualidade e sustentabilidade no streaming

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • CEO da Universal Music, Sir Lucian Grainge, critica o aumento de músicas geradas por IA, chamando-as de "lixo de I.A."
  • Ele alerta que essa produção em massa compromete a diversidade e a qualidade das músicas disponíveis ao público.
  • A UMG já se prepara para essa realidade, incluindo cláusulas em contratos que protegem artistas humanos de produções geradas por IA.
  • Grainge enfatiza a necessidade de medidas adequadas para que a música mantenha sua identidade e a curadoria das gravadoras não seja enfraquecida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A inteligência artificial continua sendo uma grande dor de cabeça para a indústria musical.

CEO de gravadora dispara contra avalanche de músicas de IA Foto: Luke Harold / Wikimedia Commons

Sir Lucian Grainge, CEO da Universal Music, que é atualmente a maior gravadora do mundo resolveu demonstrar sua insatisfação em seu habital comunicado de início de ano para seus funcionários ao redor do mundo.


Ele foi direto: “Lixo de I.A.”

Em seu comunicado, Grainge apontou que o chamado slop de IA, termo usado para descrever músicas criadas em massa por sistemas automatizados sem curadoria artística, ameaça a diversidade e a qualidade do catálogo oferecido ao público.


Ele ressaltou que o crescimento desse tipo de produção não apenas compromete a visibilidade de artistas humanos, mas também gera desafios para empresas que buscam manter padrões elevados de conteúdo.

“Há três anos, quando anunciamos nossa iniciativa centrada no artista, previmos com precisão que o aumento drástico no volume de uploads irrelevantes, incluindo a ascensão do conteúdo gerado por IA, poderia sobrecarregar as plataformas de streaming”, iniciou o executivo. “Essa capacidade de prever tendências nos permitiu antecipar essa situação e proteger nossos artistas e compositores, incluindo proativamente cláusulas em nossos contratos com as plataformas de streaming que impedem que o desperdício gerado por inteligência artificial seja contabilizado nos mesmos fundos de royalties que nossos artistas e compositores.”


A questão é que a inteligência artificial é uma realidade neste século e impedir seu avanço seria uma batalha inglória.

Há uma movimentação importante no mercado nesse sentido: recentemente, a Warner Music Group fechou um acordo com a plataforma Suno, baseada em IA.


Grainge ainda alertou que, sem medidas adequadas, o público pode ser inundado por músicas sem identidade, dificultando a descoberta de novos talentos e enfraquecendo o papel das gravadoras na curadoria musical.

“A UMG não ficará de braços cruzados enquanto modelos de negócios irresponsáveis ​​se consolidam"

“Mesmo com a UMG investindo em IA, há setores do ramo criativo ocupados por aqueles que acreditam que não se deve interagir com IA. Enquanto isso, no extremo oposto, há quem acredite que ‘o gênio saiu da lâmpada’, então devemos aceitar quaisquer modelos de IA que forem lançados, independentemente de sua ética”, disse o CEO da Universal Music.

E mandou recado: “Validar modelos de negócios que não respeitam o trabalho e a criatividade dos artistas – e que promovem o crescimento exponencial de conteúdo gerado por IA em plataformas de streaming – é uma grave injustiça para com os artistas, compositores e todos nós que trabalhamos com música. Para que fique bem claro: a UMG não ficará de braços cruzados enquanto modelos de negócios irresponsáveis ​​se consolidam — modelos que desvalorizam os artistas, não oferecem remuneração adequada pelo seu trabalho, sufocam sua criatividade e, em última instância, diminuem sua capacidade de alcançar os fãs.”

É só o começo: a inteligência artificial se tornou uma pauta que está longe de ser resolvida na indústria musical.

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