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The Weeknd prepara venda de seu catálogo musical por US$ 1 bilhão

Acordo do astro canadense não inclui venda de seus direitos autorais, mas abre caminho para uma nova era de liquidez e controle criativo

Backstage|Marcelo de AssisOpens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • The Weeknd está em negociações para vender seu catálogo musical por aproximadamente US$ 1 bilhão.
  • A empresa interessada na aquisição é a Lyric Capital Group, que busca um acordo sem vender os direitos autorais do artista.
  • Esse modelo permitirá ao artista obter liquidez enquanto mantém o controle sobre suas obras.
  • O acordo pode abrir precedentes para outros músicos explorarem opções semelhantes na era digital.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

The Weeknd prepara venda de seu catálogo musical por US$ 1 bilhão Foto: Reprodução / Midiorama

O astro canadense The Weeknd, nome artístico de Abel Tesfaye e um dos grandes pilares do pop global da atualidade, está em negociações para vender seu catálogo musical pelo valor estimado de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões no câmbio atual), de acordo com relatórios da Bloomberg.

A interessada pela aquisição do catálogo é a Lyric Capital Group, empresa de private equity, que está na fase inicial de negociações para que este acordo histórico seja celebrado.

O que está na mesa é a liberação de fundos para The Weeknd, mas sendo mantida a propriedade de sua música, com sua participação nos direitos de publicação, além dos masters de suas gravações como garantia.

A ideia é simples, mas engenhosa: assim como um hipoteca, o músico toma dinheiro emprestado usando benefícios futuros — como royalties de streaming, licenciamento e execuções — como garantia, mas mantém os direitos sobre seu trabalho.


Isso representa uma nova forma de liquidez: artistas estabelecidos não precisam sacrificar sua propriedade intelectual para levantar somas consideráveis.

Em vez disso, conservam o controle sobre suas obras e ainda garantem recursos para expandir projetos criativos — como produção audiovisual, novas iniciativas empresariais ou sua já conhecida produtora Manic Phase.


A inspiração para esse modelo vem do passado: em 1997, o saudoso David Bowie (1947-2016) lançou os chamados Bowie Bonds, securitizando royalties de suas músicas anteriores a 1990 para levantar US$ 55 milhões. Esta operação permitiu que Bowie tivesse acesso a uma quantia significativa de dinheiro — mas, depois de dez anos, os direitos voltaram integralmente para ele.

O que diferencia o caso de The Weeknd é a escala: estamos falando de US$ 1 bilhão, um patamar que supera em muito as cifras geralmente discutidas em catálogos musicais até então.


Royalties se tornaram ativos valorizados pelo mercado

A crescente valorização de royalties é alimentada por diversos fatores: streaming global em alta, licenciamento digital e ferramentas analíticas que permitem estimativas mais precisas de retorno futuro, especialmente para catálogos com forte presença em plataformas como Spotify. E não faltam provas do poder comercial das músicas de The Weeknd: Blinding Lights, por exemplo, é uma das faixas mais executadas da história do streaming.

Como todo modelo financeiro, há riscos: a receita de royalties pode oscilar com tendências de consumo, competitividade ou mudanças regulatórias. E, afinal, é uma operação complexa — ainda em negociação — que exige precisão na avaliação e estruturação dos fluxos de renda

Este modelo de financiamento, caso bem-sucedido, pode abrir precedentes para que outros artistas explorem opções semelhantes — especialmente na era digital, onde fluxo de royalties é previsível e sustentável. Pode também incentivar mudanças regulatórias e padronização desse tipo de operação, beneficiando todo o setor musical

Este acordo chega em um momento interessante quando a voz de sucessos como Blinding Lights e Hurry Up Tomorrow pretende abrir mão de seu nome artístico, visualizando outras frentes criativas em sua carreira.

Ele já havia deixado pistas sobre essa mudança em uma recente entrevista ao The Hollywood Reporter: “Estamos fazendo um brainstorming agora. Sinto que não temos respostas definitivas, mas ainda não desisti porque estou em turnê, então ainda preciso sair e ver os fãs”.

Questionado se a ideia de abandonar seu nome artístico despertou alguma emoção nele, o cantor disse: “Ah, não posso te contar muita coisa”.

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