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Com energia feroz, 'Duna: Parte 2' é um espetáculo completo

Ainda mais épica e grandiosa, sequência do filme de 2021 tem o melhor que se espera de uma ficção científica 

Cine R7|Felipe Gladiador, do R7

Zendaya e Timothée Chalamet são os protagonistas de 'Duna: Parte 2'
Zendaya e Timothée Chalamet são os protagonistas de 'Duna: Parte 2' Zendaya e Timothée Chalamet são os protagonistas de 'Duna: Parte 2' (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

Chega aos cinemas nesta quinta-feira (29) um dos filmes mais aguardados de 2024, e ele é simplesmente deslumbrante. Duna: Parte 2 continua a história adaptada em 2021 pelo cineasta Denis Villeneuve, que parece comandar esta épica saga pelo deserto com ainda mais "sangue nos olhos". 

Enquanto o primeiro filme se preocupa em construir a base para a mitologia do livro de Frank Herbert, a sequência amplia todo o universo, porém com agilidade e muito foco na ação. Isso, no entanto, não quer dizer que o longa seja apressado. As quase três horas são bem aproveitadas e, ao menos para mim, nem foram sentidas. Todo o jogo político e as batalhas que dele surgem fazem com que Duna 2 nunca perca seu fôlego.

A trilha do aclamado Hans Zimmer ajuda nesse ritmo desenfreado, causando verdadeiros arrepios em conjunto com as imagens estonteantes em tela. Tudo parece milimetricamente calculado por Villeneuve, que conduz essa ópera futurística com precisão e determinação.

Visual de 'Duna: Parte 2' impressiona
Visual de 'Duna: Parte 2' impressiona Visual de 'Duna: Parte 2' impressiona (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

O diretor não parece colocar nenhum "frame" em cena que não seja necessário. Se está ali, pode apostar que ele pensou, repensou e tomou uma decisão que favoreceria o filme. As imagens em Duna realmente valem mais do que mil palavras. O longa é composto de símbolos que auxiliam no desenvolvimento da narrativa e, é claro, nas sensações que o cineasta quer causar no público. E como é lindo ver tudo o que nos é apresentado.

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A fotografia assinada por Greig Fraser é essencial para que Villeneuve consiga realizar aquilo que idealizou. O contraste entre maquinários opulentos e cenários inóspitos é de cair o queixo, o que faz com que aquele clichê dito por muito jornalistas e críticos seja válido aqui também: veja o filme na maior tela possível. Garanto que fará diferença na imersão sonora e visual que você terá.

Austin Butler interpreta um vilão assustador
Austin Butler interpreta um vilão assustador Austin Butler interpreta um vilão assustador (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

Ainda é preciso mencionar os bárbaros figurinos de Jacqueline West, que são cheios de significados e funcionalidades dentro do universo de Duna. Um mais bonito que o outro!

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O elenco de estrelas não decepciona, com todos tendo função na trama e momentos de impacto. Timothée Chalamet mais uma vez mostra seu enorme talento, especialmente durante os momentos de "virada" de Paul Atreides, enquanto Zendaya faz de Chani a personagem mais sensata e interessante do filme.

Os excelentes Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling, Christopher Walken, Josh Brolin e Javier Bardem também garantem ótimas cenas para seus personagens. Entre as novas adições, Austin Butler gera calafrios como o psicótico vilão Feyd-Rautha, e Florence Pugh empresta seu carisma natural à princesa Irulan, que tem participação pequena, mas decisiva na história. 

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Rebecca Ferguson é esplêndida em cena como Jessica
Rebecca Ferguson é esplêndida em cena como Jessica Rebecca Ferguson é esplêndida em cena como Jessica (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

Enquanto a escalação toda é tiro certeiro, Rebeca Ferguson é uma verdadeira metralhadora em cena. A atriz sueca se destaca ao aprofundar a complexa Jessica e rouba grande parte das cenas em que está. Se eu fosse votante das premiações do mundo do cinema, a vaga dela já estaria garantida para a próxima temporada. 

Duna: Parte 2 junta todas as peças necessárias para criar uma ficção científica de qualidade e consegue entregar um espetáculo completo ao espectador. Com um final que, obviamente, aponta para uma "Parte 3", não dá para negar que a vontade é sair do cinema e já mergulhar mais uma vez nesse deserto que é, ao mesmo tempo, apavorante, feroz e eletrizante. 

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