‘O Morro dos Ventos Uivantes’: é impossível não se apaixonar por Margot Robbie e Jacob Elordi
O longa entrega conexão entre os protagonistas, mas deixa a desejar na construção da profundidade dos personagens
Cine R7|Lays Emily

Um romance para quem gosta de romance: é assim que O Morro dos Ventos Uivantes, nova adaptação cinematográfica da obra de Emily Brontë, protagonizada por Margot Robbie e Jacob Elordi, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (12).
A escolha dos atores para dar vida ao órfão Heathcliff e à apaixonante Catherine é, talvez, a decisão mais adequada do longa, que, mesmo com cenas viscerais, se perde em alguns momentos entre o limite de um romance sensual e dramático e a tentativa de profundidade.
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Robbie e Elordi carregam uma ótima química que traduz o amor “impossível” entre a jovem e o rapaz adotado pelo Sr. Earnshaw (Martin Clunes), pai de Catherine. A dupla consegue encantar na tela com cenas românticas que convidam o público a ficar vidrado e a torcer pelo “final feliz”.
Recurso é o que não falta para que o longa da diretora Emerald Fennell, conhecida por Saltburn e Bela Vingança, reflita de forma positiva a potência de um romance caloroso.
Desde a trilha sonora, assinada por Charli XCX, a fotografia de Linus Sandgren até a estética detalhista, os aspectos visuais e sonoros conseguem transportar o público para a atmosfera da paixão intensa do enredo.
No entanto, algumas cenas construídas de forma inconstante e sem profundidade fazem parecer que, apesar de toda a química e entrega entre os protagonistas, ainda carece a necessidade de um verdadeiro momento catártico ao longo da trama, seja em um diálogo mais profundo ou desfechos mais desenvolvidos.
A interpretação de Robbie para a personagem de Catherine é uma boa escolha, já que a atriz provou em Barbie e em O Lobo de Wall Street que consegue de forma orgânica migrar entre a comicidade e o drama.
Catherine é uma personagem apaixonante e entusiástica que por viver em um cenário conturbado com o pai vê na chegada do órfão Heathcliff uma chance de alegrar os seus dias.
O jovem, distante e arisco, também enxerga na moça um ponto de ternura e companhia. Os dois começam a nutrir sentimentos um pelo outro, e com o passar dos anos constroem um amor carregado de promessas eternas, frustrações, “pegadinhas” e reviravoltas.
A intensa história de amor é interrompida, entretanto, após Catherine aceitar se casar com Edgar Linton (Shazad Latif) em busca de ascensão social.
Quanto a Elordi, a sensação é que o filme se preocupa em mostrar o ator, aclamado por papéis em Euphoria e Frankenstein, como o grande galã de Hollywood da atualidade.
Fato que Elordi consegue fazer muito bem ao garantir entrega em cenas românticas envolventes. Porém, a falta de profundidade na construção do personagem faz parecer que o papel do ator foi reduzido apenas ao título estético.
O contraponto da história fica a cargo de Nelly, a governanta de Catherine, interpretada por Hong Chau. A rivalidade sutil com a personagem de Robbie, a inveja e o compromisso com o dever, fazem da dinâmica entre as duas ultrapassar o “empecilho” do casamento de Catherine para a concretização do amor proibido entre os protagonistas.
O clássico de 1847 da escritora britânica já rendeu outras adaptações nas telas e serviu até de inspiração para a canção Wuthering Heights, de Kate Bush. Neste retorno ao cinema consegue entregar ao público um bom melodrama, apesar de meio anacrônico e caricato em alguns momentos. No fim, como um bom e velho romance também pode ser.
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