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Da Dormideira à Hortênsia: 7 plantas comuns nos anos 70, 80 e 90 que hoje quase sumiram dos quintais

Blog do Meu Tempo reuniu plantas que dominaram os lares nas décadas passadas e que, com certeza, vão despertar a sua memória

Do Meu Tempo|Renato FontesOpens in new window

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Antúrio e Hortênsia são algumas das plantas que a gente cansou de ver na infância Redes Sociais - Montagem/R7

Nos anos 70, 80 e 90, era quase impossível entrar em um quintal sem esbarrar em samambaias penduradas na varanda, comigo-ninguém-pode protegendo a porta de entrada ou violetas colorindo as janelas.

Naquela época, as casas tinham cheiro de terra molhada, regador de plástico e vasos reaproveitados de latas de tinta, panelas sem cabo e bacias de alumínio antigas.


As espécies mais comuns tinham nomes científicos tão difíceis que acabavam conhecidas apenas pelos nomes populares. Quer um exemplo? Impatiens walleriana, a famosa Maria-sem-vergonha.

Hoje, muitas dessas espécies parecem ter desaparecido dos lares, substituídas por tendências de paisagismo minimalista e suculentas “instagramáveis”.


Para matar a saudade, o Blog do Meu Tempo reuniu uma lista com 7 plantas que a gente cansou de ver décadas passadas, mas que hoje se tornaram raras nos lares.

1. Samambaia (Nephrolepis exaltata)

A gente via balançando na varanda da casa da avó, cheia, volumosa, com folhas longas e recortadas que dão um charme imediato ao ambiente. Ela faz parte das pteridófitas, não dá flor, fruto nem semente, e se multiplica por esporos escondidos atrás das folhas.


Com mais de 12 mil espécies pelo mundo, a samambaia adora lugares úmidos, sombreados e bem ventilados, longe do sol direto. Além de decorar, ainda ajuda a deixar o ar mais úmido e é fácil de cuidar: rega frequente, luz indireta e um cantinho fresco já a deixam feliz.

2. Dormideira ou dorme-maria (Mimosa pudica)

Plantinha que carrega muita memória afetiva. Muitos de nós a cutucávamos só para ver “ela dormir”. Bastava um toque e as folhinhas se fechavam.


Pequena, delicada, com folhas finas e flores em bolinhas rosadas, essa planta cresce fácil em sol ou meia-sombra, desde que o solo seja bem drenado.

3. Quebra-pedra (Phyllanthus niruri)

Discreta, nascia entre as frestas do piso no quintal sem imaginar o poder que carrega.

De porte pequeno, de folhas miúdas alinhadas no galhinho, ganhou fama na cultura popular por ajudar nos cuidados com os rins e o fígado.

Fácil de encontrar e de cultivar, cresce em sol ou meia sombra e se adapta bem a diferentes solos.

4. Antúrio (Anthurium Andraeanum)

Típica de casa de avó, com folhas grandes e brilhantes e uma “flor” vermelha em formato de coração que, na verdade, é uma bráctea que protege as pequenas flores no centro.

Nativo da América Central e do Sul, era o queridinho da decoração interna por trazer cor, elegância e um ar exótico que atravessa gerações.

Para ficar sempre bonita, a planta gosta de luz indireta e clara, solo bem drenado e umidade do ar mais alta. Floresce por longos períodos quando bem cuidada, mas é importante lembrar que pode ser tóxico para crianças e pets se for mastigado, detalhe que muitos de nós aprendemos ainda na infância, ouvindo recomendações dos mais velhos.

5. Singônio (Syngonium podophyllum)

Vivia perto da janela, pegando a luz, com folhas em formato de seta que às vezes pareciam pequenos corações desenhados pela natureza.

Nativo das florestas tropicais da América Central e do Sul, é versátil: pode ficar pendurado em cestos ou subir por um suporte, preenchendo o ambiente com um verde vivo e acolhedor.

Fácil de cuidar, prefere luz indireta ou meia sombra, solo levemente úmido e um pouco de umidade no ar. Cresce rápido, se multiplica com facilidade e logo preenche o espaço com um charme simples e nostálgico.

6. Maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana)

Fácil de encontrar nos canteiros, sempre cheia de cor, em tons de rosa, vermelho, laranja e branco. Pequena, resistente e generosa na floração, gosta de meia sombra, solo úmido e floresce quase o ano inteiro.

O nome vem de uma curiosidade divertida: quando as sementes amadurecem, as cápsulas estouram ao menor toque, espalhando sementinhas por todo lado, algo que, quando éramos crianças, gostávamos de apertar só para ver acontecer.

7. Hortênsia (Hydrangea macrophylla)

Mais uma planta com cara de casa de avó, com cachos grandes de flores que parecem bolas coloridas no meio do verde.

O mais curioso é que as cores mudam conforme o solo. Segundo especialistas, em terra mais ácida, as flores ficam azuladas ou roxas; em solo mais alcalino, tendem ao rosa ou branco, como se o próprio jardim escolhesse a paleta.

Nativa do leste da Ásia, tem folhas largas que destacam ainda mais as flores que surgem no fim da primavera e atravessam o verão.

A Hortênsia gosta de solo rico, úmido e bem drenado, além de luz parcial, e quando bem cuidada enche o espaço com aquele charme romântico e nostálgico típico dos jardins antigos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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