Bolsonaro não leu nenhum livro desde que chegou à Papudinha, aponta relatório
Cada título poderia abater em quatro dias o tempo de detenção; limite é de 12 obras por ano
Caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário e ajuda religiosa compõem a rotina de Jair Bolsonaro desde que o ex-presidente chegou à Papudinha, em 15 de janeiro deste ano.
Mas ele ainda não participou do programa de leitura, ao qual foi inserido a seu pedido, no início do ano, com a permissão do ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com os registros da Polícia Militar, Bolsonaro não leu livros desde então, atividade que, pela Legislação, poderia abater dias dos mais de 27 anos de prisão aos quais foi condenado.
Na lista de títulos que compõem o programa estão clássicos da literatura brasileira e universal que podem ajudar o indivíduo a “construir pensamento e desenvolver atitudes reflexivas, permitindo-lhe tomar consciência da realidade e de sua própria capacidade de transformá-la” — para citar um trecho do projeto federal Ler Liberta.
Caça-palavras?
Em novembro do ano passado, Jair Renan, o filho 04, contou aos jornalistas que havia levado um caça-palavras ao pai, à época em cárcere na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O passatempo, contudo, não faz parte do projeto.
A remição de pena por leitura é regulamentada pela Lei de Execução Penal e pela Resolução 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça e começou a ser aplicada em 2018 no Distrito Federal.
Para ter direito, o detento deve ler uma obra, apresentar uma resenha para uma comissão e ter a leitura validada.
Cada exemplar comprovadamente lido pode reduzir em quatro dias a pena, com o limite de 11 obras (44 dias) por ano.
A lista completa está disponível no site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
Veja algumas obras abaixo:
- A Hora da Estrela, de Clarice Lispector
- A Revolução dos Bichos, de George Orwell
- Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
- Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva
- Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo
- Capitães de Areia, de Jorge Amado
- Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiéviski
- Democracia, de Philip Bunting
- Guerra e Paz, de Liev Tolstói
- Incidente em Antares, de Érico Veríssimo
- O Príncipe, de Nicolau Maquiavel
- Tudo É Rio, de Carla Madeira
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