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'Achei que não ia durar um dia', diz Danilo Gentili sobre programa no SBT

Apresentador, com contrato renovado, comemora 10 anos do "The Noite"

Flavio Ricco|Do R7 e Flavio Ricco

Danilo Gentili faz festa pelos dez anos do "The Noite"
Danilo Gentili faz festa pelos dez anos do "The Noite" Danilo Gentili faz festa pelos dez anos do "The Noite" (Lourival Ribeiro/SBT)

Danilo Gentili está comemorando, ao mesmo tempo, 10 anos de exibições do “The Noite” e a renovação de contrato com o SBT por mais dois.

Nesta próxima segunda-feira, para não deixar tudo isso passar despercebido, irá ao ar uma edição especial do programa, relembrando os seus melhores momentos ao longo desse tempo. Apresentação de Carlos Tramontina, com toda a equipe assistindo da plateia.

Em conversa com a coluna, Danilo admite um certo medo no começo:

“Eu achei que ia durar [só] um dia. Eu não tô brincando não! O primeiro dia em que eu fui para o SBT, após o “Agora é Tarde”, da Band, na primeira gravação, eu tinha escrito uma abertura na qual eu vinha pelos estúdios do SBT e terminava no estúdio que era do Jô Soares. Nesse dia demorou muito a gravação”, relembra.

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E prossegue:

“Quase na hora de entrar no ar e o programa não estava pronto. O Maciel [José Roberto Maciel], que era o presidente, desceu no estúdio e falou: ‘o que tá acontecendo aqui?!. Faltam 20 minutos para o programa entrar no ar!. Quase meia-noite e vocês ainda estão gravando!’. Ali, acho que ele se arrependeu de ter contratado a gente (rs). Corremos e conseguimos entregar o programa à meia-noite. De lá para cá, todo mês acho que vou ser demitido”.

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Danilo fala também sobre o desafio de fazer um programa diário:

“É muito cansativo fazer programa diário, por causa da proposta, que é ser talk show, né? É muito difícil fazer talk show diário no Brasil. A gente tem como referência o formato americano. Só que o showbiz americano permite que você tenha dois talk shows por emissora na noite. Você tem um showbiz que roda lá de um jeito. Você tem seis talk shows na TV americana, no ar, simultaneamente. E não repete convidado, porque eles têm uma estrutura muito grande. A gente não tem esse ecossistema”, lamenta.

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E aí, tentou ser ele mesmo, o Danilo:

“Desde o início eu sabia que não poderia contar com isso. Eu tinha que suprir de outra maneira. A gente só tinha como referência aqui o Jô Soares e os atores da Globo, na época. Então eu fui entender que eu não tinha que ser Jô Soares. Tinha que ser um anti-Jô Soares. Trabalhava na Band. Se o Jô tinha o elenco da Globo, eu ia ter os caras da Praça da Sé”.

Danilo procurou formar o seu elenco e constatou que os programas daqui eram muito talk e pouco show. Havia mesa, banda, mas ainda era só talk. Não tinha show. Ele procurou complementar o programa com a parte do show e investiu também em comediantes, para fazer entrevistas na rua. 

“Procurei com criatividade preencher um programa de segunda a sexta-feira. Essa fórmula acabou dando certo. Hoje, tem pessoas que ligam no programa pra ver meu relacionamento com Diguinho Coruja. A gente formou um cast com essa criatividade para suprir a falta de convidados, porque é difícil fazer, como é feito lá fora”, conclui.

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