Flavio Ricco As experiências que podem levar TV a alterar os rumos da dramaturgia

As experiências que podem levar TV a alterar os rumos da dramaturgia

A TV aberta e streamings desenvolvem trabalhos bem diferentes na produção de novelas e séries

  • Flavio Ricco | Do R7

Ingrid Conte está no elenco de 'Reis'

Ingrid Conte está no elenco de 'Reis'

Divulgação/Seriella Productions

Ainda que existam algumas identificações, TV aberta e streaming desenvolvem trabalhos bem diferentes na produção de novelas e séries.

Algo a ser considerado

Enquanto em uma “tudo é para ontem”, sempre com exigência de alta velocidade, que muitas vezes não permite chegar ao melhor resultado, na outra é sempre oferecido um tempo maior até se aproximar daquilo que se deseja.

O ritmo e a pegada são bem diferentes.

Uma forma de trabalhar que, a médio prazo, poderá sofrer transformações, e até mesmo se chegar a um modelo único, diante de experiências que a Globo, via Globoplay, veio a fazer com “Verdades Secretas 2”, “Todas as Flores” e agora se repetirá em “Guerreiros do Sol”, com suas disponibilizações depois de totalmente gravadas.

E mesmo a RECORD, a partir da decisão de gravar e exibir “Reis” em várias temporadas, alterou de maneira bem expressiva a maneira de apresentar seus trabalhos ao público.

Há de se considerar que são produções mais enxutas, longe dos cento e tantos ou mais de duzentos capítulos, como sempre foi o normal com as telenovelas.

E experiências que, conforme os resultados muito bons, poderão levar a um novo tempo. Imprimir outro jeito de fazer.

Por quê?

O hábito de produzir novelas muito longas é repetido desde que elas vieram a existir. Lá fora e aqui.

O pensamento que sempre existiu é que, para o centro de custo de cada uma, quanto maior, melhor. Os gastos se diluem ao longo dos tantos capítulos.

Exemplo

Passa muito por aí a resistência que existiu, mesmo entre as principais TVs, em produzir séries. Uma barreira que só há muito pouco tempo deixou de existir.

Entendia-se que em exibições muito curtas haveria dificuldade em se fechar a conta. 

Ana Hickmann e Sergio Aguiar apresentam o 'Especial 70 Anos' da Record

Ana Hickmann e Sergio Aguiar apresentam o 'Especial 70 Anos' da Record

divulgação

Record – 70 Anos

A história da RECORD, do preto e branco às cores em alta definição do presente, baseada em todo o trabalho que o “Domingo Espetacular” apresentou ao longo dos últimos meses, compõe o “Especial 70 Anos”, atração desta sexta-feira, a partir das 22h45. Um recorte importante do que aconteceu de significativo ao longo dessas sete décadas.

Apresentação de Ana Hickmann e Sérgio Aguiar.

Itinerante

O “Programa do João”, da Band, entre seus próximos objetivos, pretende correr diferentes capitais brasileiras.

Um projeto que, como ter as suas exibições ao vivo, poderá ser posto em prática após o Carnaval.

Vai que vai

Independentemente de essa distorcida lei continuar existindo ou não, o SBT pretende seguir normalmente com a sua programação infantil em 2024.

Entenda-se por aí novelas e programa de desenhos. 

Experiência conta

Estreia é estreia... Pode, às vezes, dar tudo certo, em outras nem tanto. Gustavo Reiz já é um autor carimbado, mas em “Fuzuê”, seu primeiro trabalho na Globo, nem tudo funcionou conforme o planejado.

Veio em boa hora o auxílio do Ricardo Linhares, experiente e com muitos anos de casa. A novela foi colocada nos trilhos.

Vai daí...

Que se estranha a razão de a Globo ter se dado o luxo de abrir mão de tantos talentos, nesses últimos tempos, em se tratando de autores consagrados.

Ou alguém consegue provar que Silvio de Abreu, Aguinaldo Silva e outros, na mesma linha, não fazem falta num momento como o de agora. Apenas como consultores já seriam de enorme valia.

Jogo da vida

Ainda em se tratando de “Fuzuê”, a partir das mudanças no roteiro vieram outras que devem ser entendidas como inevitáveis.

Por conta dessas alterações, nada mais normal que alguns personagens passassem a ser mais exigidos na trama, enquanto outros, menos.

Em estudo

A HBO Max parece que tomou gosto pela coisa. Além das produções avançadas de “Beleza Fatal” e “Dona Beja”, “Pai Herói” também está em vias de aprovação final.

E, além dela, outra novela original, para entrar em produção já no ano que vem.

Quitéria Kelly e Antonio Calloni em 'Renascer'

Quitéria Kelly e Antonio Calloni em 'Renascer'

Fábio Rocha

Pausa

A folga do final de ano do elenco de “Renascer” começa neste sábado e só vai até a próxima segunda. Na terça, todos a postos.

Entre os trabalhos em prática, está o do núcleo do Coronel Belarmino (Antonio Calloni). Com a morte dele, a sua mulher, Nena (Quitéria Kelly), resolve vender as terras para Inocêncio (Humberto Carrão).

Bate – Rebate

• Olha aí um exemplo, bom, do que virou o mercado: Marcelo Serrado teve o projeto de um talk-show aprovado na Multishow, da Globo...

• ...Mas também está gravando “Beleza Fatal”, novela da HBO.

• A propósito, falando de “Beleza Fatal", Vanessa Giácomo em participação muito especial, já totalmente gravada, vai movimentar a primeira fase da novela.

• Vitória Strada, depois da temporada no Rio, quer viajar com a peça “Abismo de Rosas”.

• Netflix continua empenhada em fortalecer a sua parte comercial...

• ...Há uma busca bem intensa por bons profissionais do mercado.

• O trabalho de preparação para o elenco, nos estúdios do Rio de Janeiro, estão praticamente concluídos...

• E as gravações de “Rainha da Pérsia”, da RECORD, terão início agora em janeiro.

• Nesta sexta, às 15h30, o Canal Brasil vai exibir “A Marcha”, filme protagonizado por Pelé, no dia do primeiro aniversário do seu falecimento.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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