Flavio Ricco Diretora do Top Chef Brasil fala sobre desafio de produzir programa

Diretora do Top Chef Brasil fala sobre desafio de produzir programa

  • Flavio Ricco | Do R7

Chica Barros, diretora do 'Top Chef'

Chica Barros, diretora do 'Top Chef'

divulgação

Formada em Cinema pela FAAP, Chica Barros, diretora-geral do Top Chef Brasil, exibido nas noites de sexta-feira pela Record, começou sua carreira na MTV em 1997, onde passou por diversos programas de grade e especiais.

Também trabalhou por quatro anos na Globo de São Paulo, e por cinco anos na Record, em que dirigiu as sete primeiras temporadas de A Fazenda. Em 2015, passou a integrar o time de diretores da produtora Floresta, ficando à frente de realities como A Fazenda, Power Couple, De Férias com Ex Brasil e Top Chef, além de outros formatos.

Na entrevista a seguir, Chica Barros fala sobre o processo de realização do reality gastronômico, atualmente em sua terceira temporada, e dos desafios de produzir conteúdo em tempos de pandemia, além dos seus novos projetos na produtora, que é parceira da Record:

O que não pode faltar em uma edição do Top Chef Brasil?

CB - Sem dúvida o mais importante são os bons personagens, que no caso do Top Chef precisam aliar personalidades interessantes com alto nível gastronômico. Além disso, é fundamental que a gente consiga surpreender o elenco a cada temporada, através de novas provas, dinâmicas e twists (reviravoltas).

Além de conhecer como ninguém o segmento reality show, qual é a sua motivação para não correr o risco de se acomodar? O que fazer para manter o público sempre interessado no programa?

CB - Tento sempre me manter atualizada sobre o que tem tido apelo e engajamento do público, mas, sobretudo, acredito em histórias bem contadas, numa construção de conteúdo que conecte a audiência aos personagens.

O programa começa a ser produzido quanto tempo antes da estreia?

CB - Sendo um programa de grade na Record e que vem sendo produzido por nós da Floresta desde a primeira temporada, a produção se mantém ativa, mesmo quando não estamos de fato em pré-produção. Através de pesquisas e acesso às produções de outros países, me mantenho sempre conectada ao formato. Mas a pré-produção de fato, com o time completo, se inicia uns 3 meses antes de as gravações começarem.

O formato movimenta centenas de pessoas. É um desafio a mais produzir conteúdo de qualidade em tempos de pandemia, de tantos protocolos?

CB - Sem dúvida é um desafio grande manter a excelência com todas as limitações que o protocolo nos trouxe. Mas, sem dúvida, a experiência que a produtora adquiriu depois de tantos projetos realizados durante a pandemia traz segurança e respaldo, e mais uma vez conseguimos finalizar um projeto desse tamanho sem intercorrências.

Como é lidar com uma eliminação no programa? A equipe fica muito emocionada? Vocês, da equipe, sofrem muito nos bastidores?

CB - Eliminação sempre é difícil. Mesmo depois de tantos anos de experiência em reality de competição, me pego sofrendo com as despedidas. A equipe inteira se envolve muito com os personagens e quando montamos o time de participantes a gente se apega mesmo, e acaba que a gente esquece que na primeira semana já vamos lidar com uma eliminação! rsrs

O gênero reality show é o futuro da televisão, tamanha a quantidade de formatos em cartaz?

CB - Acho que reality show tem esse lugar, que se mantém por tanto tempo, fazendo sucesso porque lida com material humano, o que é um prato cheio pra engajar qualquer tipo de audiência. Gera uma identificação imediata e desperta esse amor e ódio que extrapola o programa e se propaga em todos os meios. Então acredito que os formatos vão se renovar sempre, mas o princípio do reality, esse voyeurismo natural do ser humano, é receita de sucesso por muito tempo ainda.

E com tantos formatos à disposição, isso obriga profissionais e veículos a se reinventarem o tempo todo?

CB - Sem dúvida. Se a gente não se reinventar, não acompanhar as tendências, ficamos pra trás. Tem muita coisa boa sendo feita o tempo todo e quanto mais bagagem de repertório maiores as possibilidades de criar, transformar e reciclar ideias.

Nessas três temporadas do Top Chef, já aconteceu de algum participante ficar fora faltando poucos dias para a estreia?

CB - Já tivemos mudanças em cima da hora, seja por questões de logística, por desistência, por mudança de estratégia. Por isso sempre trabalhamos com participantes stand-by, que ficam de prontidão até o momento das gravações de fato começarem.

Você consegue acompanhar ou dar uma espiada nos realities gastronômicos da concorrência?

CB - Sim, tento ficar de olho no que está sendo feito de uma maneira geral, não só nos realities de gastronomia. É importante porque tanta coisa já foi feita e é preciso saber onde quero me inspirar e que caminho não quero seguir.

A terceira temporada do Top Chef Brasil já foi inteiramente gravada. Quais os seus próximos passos dentro da produtora Floresta?

CB - No momento, estou cuidando da finalização do Top Chef, que está no ar até dezembro. Também estou finalizando um projeto para a Netflix, o Ideias à Venda, um game show de empreendedorismo apresentado pela Eliana (do SBT). E estou no desenvolvimento de um novo projeto dentro da Floresta.

Últimas