Flavio Ricco Em novo reality, Amazon 'proíbe' humoristas brasileiros de sorrirem

Em novo reality, Amazon 'proíbe' humoristas brasileiros de sorrirem

Tom Cavalcante e o elenco do reality "LOL", do Amazon, que estreia sexta-feira

Tom Cavalcante e o elenco do reality "LOL", do Amazon, que estreia sexta-feira

Divulgação

Diferente da proposta do programa, durante a coletiva virtual de imprensa do reality "LOL: Se Rir, Já Era", realizada segunda-feira, não faltaram sorrisos entre seu elenco. A nova atração do Amazon Prime, que estreia nesta sexta-feira (3) na plataforma, reuniu 10 talentos da comédia no Brasil para um grande desafio: conviver juntos durante seis horas sem sorrir.

Apresentado por Tom Cavalcante e Clarice Falcão, o formato de origem japonesa foi gravado para o Brasil diretamente do Uruguai, com produção da Formata e direção de Pedro Antonio. O elenco reúne nomes como Bruna Louise, Diogo Defante, Estevam Nabote, Flavia Reis, Igor Guimarães, Marlei Cevada, Nany People, Noêmia Oliveira, Thiago Ventura e Yuri Marçal.

O grande anfitrião do programa, Tom Cavalcante, ressaltou a química com Clarice Falcão no reality. "Os risos [deles] são genuínos. Não teve nada forçado. Foi uma coisa que contaminou [toda a equipe] no bom sentido", disse o comediante, que destacou as qualidades do "LOL": "O fato de você não poder rir é cansativo ao extremo, mas o jogo é muito surpreendente".

A imprensa teve acesso aos três primeiros programas (ao todo, serão seis episódios) e neles será possível ver Thiago Ventura, um dos mais populares do elenco, aplicando a tática da careta para evitar de sorrir na competição. "Eu sou muito chato. E eu assisti aos outros programas [pelo mundo]. O 'LOL' não é um jogo só de fazer rir. É de se proteger. E como quis me proteger? Foi fazendo a careta feia", argumentou o comediante.

Filmado em apenas um dia, num trabalho que durou 12 horas (entre gravações e intervalos), os humoristas disputam um prêmio de R$ 350 mil, que será revertido para uma instituição de caridade escolhida pelo vencedor. Nos bastidores, todos destacaram os protocolos rígidos de gravação do programa para evitar a covid-19, mas que foram amparados por uma equipe bastante solícita e acolhedora.

Sobre a pré-produção, Estevam Nabote - conhecido pelo trabalho no Porta dos Fundos - relatou que as conversas prévias com o diretor foram importantes para desenvolver seus personagens, junto a uma produção competente. "Depois do programa passei uns dois dias com medo de rir", confessou ele, que chegou a se fantasiar de frango na atração.

Ao apresentar diversos estilos de comédia como stand-up, improviso, comédia física e de personagens para provocar o riso do colega, Nany People comentou que ter um texto fechado durante a competição era o que menos importava. "A gente foi mais teatral do que textual", resumiu. Ainda assim, vale a pena reparar nos personagens executados por Flávia Reis, como a Vanda da Van.

Experiente em dirigir comédias em vários formatos na TV e no cinema, Pedro Antonio falou de como foi gravar "LOL: Se Rir, Já Era" para o Brasil.
"Reproduzir um formato de fora já é um desafio, pois era necessário dar a brasilidade que o programa precisa. Nunca lidei tanto tempo com humoristas diferentes, com estilos de humor diferentes! Minha preocupação era dar o maior suporte prévio para eles num programa que eu não poderia dirigir quando começasse. E depois, costurar isso tudo na edição de forma divertida", declarou.

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