Flavio Ricco “Escândalo Melhem” antecipa fim do “Zorra” 

“Escândalo Melhem” antecipa fim do “Zorra” 

  • Flavio Ricco | Do R7

Marcius Melhem, que deixou a Globo após 17 anos, comandava o Zorra.

Marcius Melhem, que deixou a Globo após 17 anos, comandava o Zorra.

Victor Pollak

A Globo divulgou há poucos minutos que o Altas Horas de Serginho Groisman passará, a partir deste sábado, a ser exibido depois da novela A Força do Querer.
Desta forma, a emissora encerra de vez as apresentações do Zorra na sua programação.

O humorístico, já com fim anunciado, tinha a marca do ex-diretor, Marcius Melhem, que foi demitido.

A emissora decidiu antecipar o fim do Zorra por causa das novas denúncias de assédio, moral e sexual, envolvendo Melhem, publicadas pela revista Piauí.

Assim, no próximo sábado, dia 12, “o Altas Horas estará de volta diretamente dos estúdios da Globo e em novo horário – logo após A Força do Querer”, informa a Globo.

O programa contará com participações virtuais, além de convidados que dividirão o palco presencialmente com Serginho Groisman, seguindo os protocolos para garantir a segurança de todos e a diversão do sábado à noite.

A plateia, marca registrada da atração em seus 20 anos de história, continuará tendo lugar de destaque no ‘Altas Horas’, participando e interagindo com o apresentador e seus convidados, mas agora é virtual. Também foi montada uma banda fixa para acompanhar as apresentações musicais do programa".

Oficialmente, a emissora diz que “a temporada [do Zorra] acabou no último sábado”.

Mas, como se sabe, o humorístico sempre ficava um tempo a mais no ar.
O problema é que o fato de carregar a marca de Marcius Melhem, a presença do Zorra na grade incomodava a alta direção.

Tanto que só hoje foi anunciada essa mudança, com o Altas Horas no lugar do humorístico.

Em tempo: no dia 28 de novembro, num “chamadão” para o fim de ano, a Globo de fato anunciou que o Altas Horas entraria mais cedo, mas em nenhum momento cravou uma data ou que tomaria o lugar do Zorra. 

Humoristas do programa, que conversaram com a coluna, hoje, sob sigilo, dizem que estão pagando uma conta que não é deles.

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