Juliana Boller, estrela de “Gênesis”, fala de carreira e expectativas 

Juliana Boller é Eva na primeira fase de "Gênesis"

Juliana Boller é Eva na primeira fase de "Gênesis"

Faya

“Gênesis”, com estreia em 2021, será o sexto trabalho de Juliana Boller na Record.

O início de carreira na televisão  foi em “Malhação”, em 2006, e de lá para cá ela não parou mais.

Nesta nova produção bíblica, conquistou um dos principais papéis, Eva, e não economiza elogios ao seu núcleo: “uma linda estória de amor em cenários de tirar o fôlego”. Em conversa com a coluna, a atriz fala sobre carreira, família, isolamento, perrengues nas gravações e expectativa em relação ao novo trabalho.

Que avaliação você faz da estreia em “Malhação” até a chegada em “Gênesis”?

JB - Uau! Nunca me fizeram essa pergunta... Gratidão por essa reflexão! Penso que fiz a escolha certa, e que sou uma privilegiada por ter tido uma família que sempre apoiou minha escolha. Isso foi um ponto fundamental para que eu fosse atrás do meu sonho. Acredito que somos capazes de conquistar o que quisermos, é preciso apenas estar preparado!

Seu plano A sempre foi ser atriz? Pensou em seguir outra carreira?

JB - Sim! Sempre! Minha mãe me ensinou que profissão era "a coisa que a gente mais gosta de fazer"; e o que eu mais gostava de fazer era teatro (comecei aos 6 anos). Mesmo no vestibular não pensei em estudar outra coisa. Logo comecei a trabalhar e construir meu caminho. Quando terminei a faculdade de artes cênicas até pensei algumas vezes se não teria sido mais útil ter uma outra formação... afinal, trabalhar com arte não é nada fácil, ainda mais no Brasil. Mas hoje não penso em deixar de trabalhar com atuação, mas sim em me ampliar como artista e quem sabe, me desenvolver em outras áreas, como escrita, pesquisa... Claro, tudo isso no universo da atuação. Quanto mais o artista se desenvolve, mais ele conquista sua independência no mercado. Quero também poder desenvolver minhas próprias ideias.

Você participou de grandes produções da Record. O que “Gênesis” tem de diferente, que considera que vai somar para sua carreira?

JB - Tudo! Gênesis é um grande projeto! Imagina!? Dar vida à Eva!?! A grande mãe! Sou muito grata por ter sido escolhida pela RecordTV para viver Eva. E uma curiosidade é que grande parte da nossa trama se passa após a expulsão do paraíso, um período que não encontramos muito no audiovisual. Isso é muito empolgante quando se trata de personagens conhecidos mundialmente! Todo mundo sabe quem foi Adão e Eva independente da sua crença, então acredito que isso gerará muita curiosidade nas pessoas. 

Quando a pandemia interrompeu as gravações, você estava trabalhando no Marrocos ou no Brasil?

JB - Felizmente quando aconteceu a pandemia a gravação do nosso núcleo já havia se encerrado. Terminamos em janeiro no Sul do país.

Passou algum perrengue, encarou alguma situação inusitada?

JB - Perrengue alguns... rs. Gravar em parques ecológicos tem dessas coisas, mas eu adoro mato, então não tenho problemas com bichos! A gente só tinha que tomar muito cuidado com os animais selvagens. Houve algumas situações inusitadas com aranhas, mas nada grave, e a brigada de incêndio estava sempre lá! Perrengue mesmo foi um dia em que tive que gravar dentro de uma cachoeira e estava uns 9 graus. Naquele dia não estava sol, e eu e o Carlo [Porto, Adão] ficamos umas 4 horas molhados sentindo muito frio, mesmo com toda a estrutura que a produção tinha. Mas a equipe era muito maravilhosa e nos dava muito acolhimento. Muito amor por essa equipe de “Gênesis”! Quando o clima é assim, de amor, nenhum perrengue fica tão grande...

Como é trabalhar com arte num período como esse?

JB - Realmente restrito rs!! O isolamento nos fez perceber como precisamos da interação para a produção de audiovisual; houve uma paralisação mundial!!! Por outro lado, vi um movimento muito grande de experimentação. Outras formas de artes foram viabilizadas como audiovisual para atingir o público em casa, e isso fez surgir uma nova linguagem. Assisti coisas muito interessantes na internet, que não podemos classificar nem como teatro nem como TV. Mas na minha opinião, nada substitui a interação real!

Qual sua expectativa para “Gênesis”, baseado no que vocês já fizeram?

JB - Enorme!! A trama se passa em vários períodos da humanidade, e isso se torna um tremendo desafio para produzir. Cada fase é completamente diferente uma da outra, tendo começo, meio e fim; então tudo muda! O que vivemos no núcleo de Adão e Eva foi muito especial, e intenso. Para formar aquela família, a gente teve uma preparação de 2 meses com a nossa coach Fernanda Guimarães. Foi uma entrega completa, e o elenco era incrível. Tudo isso foi essencial na hora da gravação. Todos nos emocionamos de verdade, éramos realmente uma família! Eu acho que vai ser lindo; uma linda estória de amor em cenários de tirar o fôlego.