Gravar com a Carolina Ferraz foi um daqueles dias que eu vou lembrar por muito tempo
Não era o entrevistador tentando parecer seguro. Era eu, o João, querendo aprender

Eu sempre fico nervoso antes de uma gravação — e acho até saudável sentir esse frio na barriga. Mas, naquele dia, eu estava mais solto. A Carolina Ferraz é uma pessoa fácil de conversar, muito agradável, e ela tem um jeito que te deixa à vontade. Isso muda tudo.
A entrevista foi leve, mas ao mesmo tempo foi uma aula. Eu tirei dúvidas reais, curiosidades que eu tinha de verdade. Não era o entrevistador tentando parecer seguro. Era eu, o João, querendo aprender. E eu fui perguntando o que vinha do coração.
Em um momento, ela me explicou uma coisa que ficou na minha cabeça: quando a gente está gravando, a conversa nunca é só entre duas pessoas. É uma conversa em três. Eu falo com ela, mas eu também falo com a câmera — e, consequentemente, com quem vai assistir depois. Por isso, a câmera não é só um detalhe. Ela é parte central da conversa. Ela me falou sobre “namorar a câmera”, se expressar pra ela, porque é ali que o público está.
Eu também perguntei se ela ainda sente aquele frio na barriga antes de entrar no ar, antes de aparecer na frente das câmeras. E a resposta dela foi forte: ela disse que quando você perde esse frio na barriga, é a pior coisa que pode acontecer. Porque é justamente esse frio que movimenta a gente, que faz querer fazer bonito, fazer melhor, aprender mais.

E teve outro ponto que fez essa conversa ser ainda mais especial: foi a primeira vez que eu gravei com alguém do entretenimento. Até então, eu só tinha entrevistado jornalistas. E foi ali que eu comecei a entender melhor as diferenças entre esses mundos — e como eles também se cruzam.
A Carolina já foi atriz, apresentadora e jornalista. Então eu aproveitei para perguntar: qual é a diferença entre o entretenimento e o jornalismo? Entre ser atriz e ser apresentadora?
Ela me explicou que, para cada setor, existe uma Carolina Ferraz diferente. Que quando você atua, você entra num personagem. Mas que quando você apresenta… você também entra num personagem — só que é o seu próprio personagem. E que quanto mais espontâneo você for, melhor.
No fim, eu saí daquela gravação com um ensinamento simples, mas poderoso: para ser um bom apresentador, a coisa mais importante é a naturalidade. É mostrar quem você é. É transformar a apresentação em um bate-papo, como se fosse entre amigos ou família. Quanto mais verdadeiro, mais funciona.
E foi exatamente isso que eu aprendi naquele dia.
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