O dia em que entrevistei Carla Perez
Responsabilidade, nervosismo e histórias dos anos 90 marcaram a gravação em Salvador para a Record

Conhecer Carla Perez, em Salvador, foi especial por muitos motivos. Não era só mais uma entrevista. Existia ali uma camada afetiva que atravessava tudo: todos os artistas que venho encontrando tiveram, de alguma forma, uma história com meu pai. E ouvir essas memórias, especialmente dos anos 90, tem sido uma experiência única.
Com a Carla não foi diferente.
Ela me recebeu com muito carinho, me deixou à vontade desde o primeiro minuto. E eu espero ter conseguido fazer o mesmo por ela. Foi um papo leve, descontraído, daqueles de sentar, rir junto e ouvir histórias que atravessam gerações.
Conhecer o Victor Alexandre também foi marcante. Descobrir que, de alguma forma, nossos caminhos já tinham se cruzado quando éramos pequenos foi surreal. É aquela sensação curiosa de quando alguém diz que te segurou no colo — só que, dessa vez, a história vinha de alguém da mesma geração que a minha.
Mas essa viagem tinha um peso diferente.
Foi a primeira vez que viajei com a equipe da Record com um roteiro estruturado, uma artista definida, perguntas pensadas, dinâmica preparada. Era uma reportagem completa. Eu não estava ali como participante de um bate-papo. Eu estava conduzindo.
E isso muda tudo.
Até então, muitas vezes eu tinha sido o entrevistado. Minha responsabilidade era responder. Em Salvador, a responsabilidade era extrair. Criar. Conduzir. Entender o que a produção imaginava a partir do roteiro — mas, principalmente, colocar 90% de mim ali.
Porque roteiro orienta. Mas emoção, timing e profundidade vêm do entrevistador.
Lembro de ler o roteiro várias vezes no hotel e pensar: “Agora é comigo”. Existia uma expectativa, uma confiança da equipe. E eu precisava fazer bonito.
Gravamos uma dinâmica com a Carla e o Victor — um jogo de perguntas para revelar, de forma leve, como é a relação entre mãe e filho. Foi divertido, espontâneo e, acima de tudo, verdadeiro. Ficou claro o quanto existe amor ali. E poder mostrar isso para o público foi, talvez, o momento mais gratificante do dia.
O nervosismo existiu. Claro que existiu. Mas aprendi que, quando você transforma o nervosismo em espontaneidade, ele vira combustível. A entrevista deixa de ser interrogatório e vira conversa. E foi isso que aconteceu.
No fim, senti que consegui mostrar duas coisas importantes: a relação linda entre mãe e filho e a história que a Carla construiu com meu pai, tanto na carreira quanto na vida pessoal.
Viajar para Salvador a trabalho, assumir essa condução, entender o tamanho da responsabilidade… tudo isso marcou minha trajetória. São experiências de começo de carreira que ficam guardadas para sempre.
E eu voltei com a certeza de que estou aprendendo a ocupar o meu lugar — com respeito, preparo e, principalmente, verdade.
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