O mesmo palco, outro João
Como uma nova oportunidade revelou crescimento, aprendizado e maturidade
No dia em que eu fui conversar com o Tom no Acerte Ocaia, eu estava muito nervoso. Eu sou uma pessoa que já sua bastante normalmente, mas naquele dia foi outro nível. Nos bastidores, eu comecei a suar de verdade — e quando chegou a hora de entrar, eu senti aquele frio na barriga que dá vontade de voltar no tempo.

Antes de subir no palco, eu me lembrei da primeira vez em que participei do programa. Naquela ocasião, eu também estava nervoso, mas era um nervosismo diferente: eu me sentia travado, tímido, com medo. Eu não consegui mostrar quem eu sou de verdade. Eu não consegui mostrar o João que gosta de se comunicar.
Só que dessa vez era diferente.
Eu estava ali com o meu próprio projeto. E, quando eu entrei, eu tinha uma coisa muito clara na cabeça: eu precisava provar não só para mim, mas também para o Tom, que eu estava evoluindo. Eu queria estar o mais solto possível. Queria bater um papo de verdade, espontâneo, leve — do jeito que eu sempre imaginei.
E tinha um detalhe que mudava tudo: na primeira vez, o Tom era o apresentador. Agora, o apresentador era eu. Ou seja, eu precisava mostrar presença. Gingado. Espontaneidade. Carisma. Tudo aquilo que eu sabia que existia em mim, mas que eu não tinha conseguido entregar antes.
Quando o papo começou, foi muito legal. Eu interagi bem com o público, ouvi muitas dicas do auditório e fui até eles conversar. Eu gosto de ouvir o público porque, no fim, são eles que fazem tudo acontecer. Eles assistem, eles opinam, eles criticam, eles elogiam. Eles dizem o que funciona e o que não funciona — e absorver isso é valioso demais.
E teve uma coisa que me deixou orgulhoso de verdade: ouvir do Tom que eu estava indo super bem. Ele viu uma melhora em mim. Ele viu uma evolução. Aquilo era exatamente o que eu queria mostrar. E eu consegui.
Mas nem tudo foi fácil.
Eu também estava nervoso com algumas coisas que eu queria pedir para ele. Tinha perguntas que eu não sabia se ele ia deixar eu fazer. Teve uma ideia que eu nem levei adiante, porque achei melhor não insistir. E a outra era algo que eu queria muito: fazer a introdução do programa.
Eu pensei: “Será que ele vai deixar? Será que ele vai me ajudar?”
O medo era real. E se eu errasse? E se eu travasse bem na abertura?
Só que o Tom foi muito generoso comigo. Ele me explicou rapidamente o que eu deveria dizer, como me posicionar, como começar. Foi uma aulinha básica, mas que valeu ouro — do mesmo jeito que o Gotino já tinha me dado uma aula em outro momento.
Quando chegou a hora, eu desci as escadas, subi, olhei para a câmera… e o nervoso bateu de novo.
Eu pensei: “Meu Deus, o que eu falo agora?”
Mas eu fui.
Falei o que veio na minha mente, fiz o meu melhor. Eu sei que ainda tenho muito a melhorar, mas naquele dia eu consegui algo importante: eu consegui dar um passo.
E depois teve o público.
O carinho que eles tiveram comigo foi enorme. Eles me chamavam, queriam tirar foto, queriam me abraçar, queriam estar perto. E eu sinto que esse carinho vem muito por causa do meu pai — ele sempre teve uma conexão emocional com as pessoas, sempre trouxe alegria, sempre fez questão desse contato humano. Então, sentir isso é especial demais.
E, mais do que receber esse carinho, eu também pude mostrar para o público que eu sou assim: eu gosto de conversar, eu gosto de ouvir, eu gosto de aprender. Às vezes as pessoas podem achar que eu não quero falar com ninguém — e isso é o oposto de quem eu sou.
No fim, eu saí dali com a sensação de que foi aprendizado dos dois lados. Eu aprendi com os apresentadores, aprendi com o Tom… e aprendi muito com o público também.
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