Luelyn Jockymann estreia na ficção científica

Contos trazem realidades distópicas com questionamentos atuais da humanidade; autora bebeu da fonte de diversos autores das antologias sci-fi americanas dos anos 50 e 60 

livroLivro tem forte inspiração nas antologias americanas da década de 50 e 60

livroLivro tem forte inspiração nas antologias americanas da década de 50 e 60

Divulgação

A jornalista e médica veterinária Luelyn Jockymann lançou o livro “Prata É o Novo Preto”, cujo conteúdo abrange oito contos curtos de ficção científica com narrativas de realidades distópicas que confrontam o passado com o futuro, o ser humano com a máquina, o real com o irreal, convidando o leitor a explorar acontecimentos e questionamentos atuais, num texto leve e criativo.

Os contos trazem temas como: a improvável humanidade de androides e suas consequências emocionais - para o bem e o mal; uma possível limitação de idade dos humanos imposta por um robô que se torna a “matrix” de toda a vivência e saúde da humanidade e a tão vislumbrada colonização de outros planetas. 
 
Com forte inspiração nas antologias americanas da década de 50 e 60, a chamada “era de ouro da ficção científica”, além de uma leitura interessante, os contos oferecem aprendizado e informação histórica, com diversas referências à ciência, figuras ilustres da Grécia antiga, passagens bíblicas, medicina e outras.
 
Luelyn conta que seu desejo de escrever contos surgiu de vários sinais que a vida lhe tem dado desde a infância. Para começar, seu pai, o jornalista, comunicador e escritor gaúcho Sergio Jockymann, tinha uma biblioteca de 15 mil volumes. Entre eles, diversas obras de ficção científica de autores como Kurt Vonnegut, Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Ray Bradbury, Robert A. Heinlein e Ursula LeGuin. A menina Luelynpegava e se aventurava pelos textos que a transportavam para outros locais e tempos. A paixão pela narrativa do fantástico começou na biblioteca do seu pai. Mesmo nos primeiros anos de escola já se destacava pelo talento na escrita. 
 
Ao ter de decidir sua profissão aos 16 anos, escolheu a faculdade de jornalismo. Como diz, “Acho que confundi um pouco o amor pela escrita com jornalismo. Eu era muito jovem, tinha 16 anos e tive de decidir entre ser veterinária, jornalista ou astronauta”. Depois de formada em jornalismo e desestimulada a seguir escrevendo, ela seguiu para o rumo da medicina veterinária. Hoje é uma referência em comportamento de cães e gatos, com atendimentos em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Na época do mestrado em Ciências da Saúde, finalizado em 2018, se sentiu muito limitada a não poder escrever com a imaginação solta. 
 
Experimentou uma inquietude cada vez mais presente para colocar na folha branca palavras que viessem tão somente de sua imaginação. Em 2017, participou de um grupo online de leitura e foi impelida a escrever um conto, que veio a se tornar o primeiro de Prata é o novo preto. A partir daí veio outro, outro, e muitos mais seguiram. No início deste ano, às vésperas do início da quarentena motivada pelo novo coronavírus, Luelyn estava com os exemplares de seu livro prontos em sua mesa de trabalho. O lançamento, num momento tão excepcional, merece a mesma estratégia de qualquer história de ficção científica: muito esforço, inovação e improvisação. Por isso, além do livro digital e da possibilidade de encomendas dos livro físico pela internet, a autora programa lançamento presencial para setembro, começando em São Paulo, Campinas, onde morou por 19 anos, e Porto Alegre, sua cidade natal.

"Prata É o Novo Preto"
159 páginas
R$ 42
Editora: AGE
Link para compra: www.luelynjockymann.com

Últimas