Melhor Não Ler Descoberta Ilha da Fantasia abaixo da linha do Equador

Descoberta Ilha da Fantasia abaixo da linha do Equador

Embora não se trate geograficamente de uma ilha, o local recebe a classificação por estar cercado de fantasia por todos os lados

Com uma área de 8.514.876 km2, considerada a quinta maior extensão do planeta, não teria sido difícil localizar a verdadeira Ilha da Fantasia. Porém, por causa das ilusões que o local promove há séculos, durante muito tempo pairou dúvida sobre sua identidade. Mas agora, devido a uma série de acontecimentos sucessivos, não restam mais incertezas: a Ilha da Fantasia fica abaixo da linha do Equador, tem clima tropical e é bonita por natureza.

Lá, as pessoas vivem como se não houvesse amanhã, embora saibam que haverá. Elas gastam mais do que podem e vivem pagando juros abusivos em todas as operações financeiras. Também alegam não ter condições de comprar nada à vista, mas pagam preços muito mais altos em tudo comprando parcelado. Elas até sabem fazer contas, mas devido às características fantasiosas do local, concluem, por exemplo, que juntar 1.500 bonoros (moeda local) para comprar uma geladeira à vista é impossível, mas que levá-la para casa em 48 parcelas de 99 bonoros é uma pechincha. Sim, as pessoas pagam o triplo e se sentem felizes por isso.

Uma ilha cercada de ilusões, onde as pessoas gastam mais do que podem

Uma ilha cercada de ilusões, onde as pessoas gastam mais do que podem

Câmara dos Deputados/Divulgação

Embora não seja geograficamente uma ilha, a nação recebeu o título por ser cercada de ilusões por todos os lados. Prova disso é que seus cidadãos sofrem todos os dias com as decisões de políticos inescrupulosos ao mesmo tempo em que lutam para que o Estado intervenha cada vez mais. Amam a criação de leis, decretos, normas e diretrizes que os oprimem e emperram o país. Tanto é que, só no ano passado, foram criadas mais de 5 mil novas regras. São tantas que nenhum habitante é capaz de ter conhecimento nem sequer de 2% delas.

Como praticamente qualquer coisa que os cidadãos fantasienses façam estará errada segundo alguma das mais de 5,4 milhões de normas criadas desde a implementação da Constituição, eles adoram reclamar da opressão sob a qual vivem, ao mesmo tempo em que saem às ruas para pedir mais leis e serem oprimidos ainda mais. Em sua bandeira consta a palavra progresso, mas eles gostam mesmo é de leis que promovam exatamente o contrário.

Os habitantes que, em sua maioria, vivem na pobreza também têm de arcar com gastos públicos faraônicos. Afinal, o mundo de fantasia tem seu preço. Eles se orgulham de que empresas estatais torrem fortunas, sejam focos permanentes de corrupção e falcatruas e que, em troca, forneçam péssimos serviços à população. A maioria é contra as privatizações, pois dizem que a iniciativa privada é malvada e só visa lucro, embora forneça os empregos e sustente o país. Assim como no cálculo da geladeira, eles até sabem que é do lucro que vêm os salários, mas dizem que o certo é pagar funcionários tendo prejuízos.

Diante disso, não restam dúvidas de que se trata da verdadeira Ilha da Fantasia e que esta crônica não é tão fantasiosa assim...

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