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No Brasil, leis não são iguais para todos, dias trabalhados também não

Juízes terão um dia de folga a cada três trabalhados, mas brasileiros trabalham 147 dias por ano só para pagar impostos  

Melhor Não Ler|Do R7 e Patricia Lages

Estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal
Estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal Estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal

Se você é daqueles que olham para trás, suspiram e dizem que “antigamente tudo era melhor”, saiba que você está coberto de razão em vários aspectos. Um deles se refere à quantidade de dias trabalhados por ano apenas para pagar impostos. Veja nossa involução:

1970: 76 dias

1980: 77 dias

1990: 102 dias

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2000: 121 dias

2023: 147 dias

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Temos fé de que, em pouco tempo, chegaremos à marca dos 150 dias. Força, Brasil!

Considerando que a maioria dos brasileiros trabalha 264 dias por ano, 56% dos dias trabalhados vão diretamente para o Estado sustentar sua máquina improdutiva e para pagar os salários mais do que generosos que os políticos recebem rigorosamente em dia.

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Temos fé de que, em pouco tempo, chegaremos à marca dos 60%. Força, Brasil!

E como este país não cansa de nos surpreender, agora os juízes que acumulam funções processuais ou administrativas – e que também já têm salários para lá de generosos – terão um dia de folga a cada três trabalhados. E, caso o juiz prefira trabalhar, (pois cabe a ele essa decisão) receberá o dia trabalhado.

Apenas por curiosidade: será que existe algum país além do Brasil em que uma pessoa que deveria estar trabalhando, recebe o direito de não trabalhar, mas pode ganhar um extra caso decida trabalhar?

Essa medida nos faz lembrar daquela lei de Execução Penal que determina que o reeducando (ou seja, o presidiário) abaterá um dia de sua pena a cada três dias trabalhados. Mas não se preocupe, pois isso não se aplica ao trabalhador comum. Para esses, tudo permanece igual, com exceção da quantidade de dias trabalhados para pagar impostos, pois como vimos, eles vêm aumentando progressivamente.

Diante disso, só nos resta apelar para a composição atualíssima de Moraes Moreira, escrita em 1979: “lá vem o Brasil descendo a ladeira...”

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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