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Melhor Não Ler
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Notícias reais são mais loucas do que as mentes mais psicodélicas poderiam imaginar

Governo constrói ponte que não resiste a enchente no RS. População reconstrói com recursos próprios, em tempo recorde e obra segue de pé

Melhor Não Ler|Do R7

Embora possa parecer enredo de filme, a história da ponte que partiu é a mais pura verdade. Relembre: em 4 de setembro de 2023, a ponte de ferro – construída pelo poder público – que ligava os municípios de Nova Roma do Sul e Farroupilha (RS) não resistiu à cheia do Rio das Antas e foi-se por água abaixo.

Inspirado pelo nome do rio, o governo do estado prometeu reconstrui-la ao custo de R$ 25 milhões, com previsão de entrega até 2025. A população local que não é besta nem nada, decidiu que não dava para esperar. O povo resolveu tomar a frente e reconstruir a ponte com recursos próprio, até porque, sem a bendita, a cidade de Nova Roma do Sul ficaria sem acesso ao Hospital de Farroupilha e o comércio da região não podia se dar ao luxo de ficar um ano inteiro (ou mais) esperando a vontade dos políticos.

Mais eis que algo “inimaginável” aconteceu quando chegou o orçamento feito pelo empresariado local: R$ 6 milhões. Quatro vezes menos do que o orçamento do governo, vocês poderiam imaginar uma coisa dessas? Pois é! A realidade no Brasil é muito mais bizarra do que a imaginação do sujeito mais psicodélico da face da Terra.

O empresariado contribuiu com R$ 3,7 milhões e a diferença foi arrecadada com doações via Pix, venda de ingressos para shows e rifas. Mas tem mais: o prazo! Enquanto o governo estimou mais de um ano de obra, a ponte do povo foi finalizada em 138 dias. Não, você não leu errado: cento e trinta e oito dias. Ou seja, gastando menos de um quarto do valor, a gauchada entregou a coisa toda em um terço do tempo. Será que algum político corou de vergonha? Não, né! E a mi-mi-militante Dani Laranjinha da Bobo Bills? Será que ela apareceu berrando que civis ajudam civis? Também não.

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E para bater o último prego no caixão da falecida vergonha na cara, saibam que, ao contrário da ponte construída pelo governo, a da iniciativa privada está lá, firme e forte, resistindo bravamente a toda essa tragédia.

E agora, Dani Laranjinha? Será que a ponte da resistência também faz parte do “primeiro eixo de fake news”, amada?

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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