Melhor Não Ler Nova brincadeira faz pessoas morrerem de rir (mesmo)

Nova brincadeira faz pessoas morrerem de rir (mesmo)

Criada na Coreia do Norte, brincadeira virou febre em todo o país por suas particularidades: ninguém acha graça e todo mundo perde

É proibido dar risada sob esta bandeira

É proibido dar risada sob esta bandeira

Sazali Ahmad / AFP

No país de Kim Jong-un brincadeira é coisa séria. Tanto que a próxima patuscada norte-coreana vai durar mais de uma semana com regras bem democráticas, para que todos possam participar. Funciona assim: quem se atrever a demonstrar qualquer sinal de felicidade durante onze dias, a contar de 17 de dezembro, vai se ver com o ditador mais fanfarrão do planeta.

Entre as proibições está rir (seja alto, baixo, com a mão cobrindo a boca ou não), sorrir (ainda que seja apenas um esboço acanhado), divertir-se (a não ser com a nova brincadeira que promete não divertir ninguém) ou praticar qualquer atividade de lazer. Ah! E é claro: nada de álcool. Afinal de contas, bêbados costumam apresentar sinais de alegria, ainda que momentânea e falsa. É preciso dizer que quem soltar uma gargalhada vai partir desta para melhor?

Tudo isso para comemorar os dez anos da morte de Kim Jong-il, o ditador-mor de quem descende Jong-un, o comunista pimpão. É claro que, para manter a ordem e o retrocesso, a polícia sai em peso às ruas segundo suas divisões. Mas nada de polícia antissequestro, roubo a bancos ou narcóticos.

Por lá, as corporações atuam em outras frentes, como: polícia antifelicidade, que prende e trata todo e qualquer cidadão feliz como um verdadeiro criminoso, e a polícia da moda, que leva para trás das grades os comerciantes que venderem casacos semelhantes ao de Jong-un e confisca as roupas de quem ousar se vestir como o líder supremo, o suprassumo da cafonice.

Quem tem problemas de coluna como lombalgia, escoliose, hérnia de disco ou bico de papagaio também poderá ir em cana. Afinal, durante os onze dias de homenagens, todos devem se curvar, ao meio-dia em ponto, enquanto uma sirene soa por exatos três minutos. Tente fazer isso e veja quanto a “diversão” é levada a sério na Coreia do Norte.

Esta crônica é mesmo uma ficção?

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