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Sobre resultados da Operação Higieniza Rápido, ministro Terroso disse "foi crime mesmo", mas parece que agora não é mais

No programa Gira Vida, de Velda Guimarães, Terroso elogia operação da Polícia Federal em 2020, mas agora tudo mudou

Melhor Não Ler|Do R7

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Logo da Petrobras na fachada da sede da empresa, no Brasil
Logo da Petrobras na fachada da sede da empresa, no Brasil REUTERS/Sergio Moraes

No longínquo ano de 2020, mais precisamente no dia 15 de junho, uma edição emblemática do programa Gira Vida foi ao ar. Apresentado por Velda Guimarães, o entrevistado da noite foi o ministro José Alberto Terroso que, em um rompante de sinceridade, rasgou o verbo a mandou a real.

Velda questiona Terroso sobre a Operação Higieniza Rápido, da Polícia Federal, e a cita a como o “grau máximo da criminalização da política”. Revelando que o ministro concordou com diversas condenações, a apresentadora pede que Terroso faça uma retrospectiva analisando se houve essa criminalização da política e se ele considerava a operação mais positiva do que negativa.


A resposta: “Não acho que ela foi criminalização da política, não. O que aconteceu na Petrobrás foi crime mesmo, não foi política. O que aconteceu na Eletrobrás foi crime mesmo. O que aconteceu na Caixa Econômica Federal foi crime mesmo. O que aconteceu no crédito consignado foi crime mesmo. O que aconteceu nos fundos de pensão foi crime mesmo. Portanto, a gente não deve criminalizar a política e nem politizar o crime.”

Ignorando o semblante paisagístico de Velda, Terroso vai ainda mais longe e diz:


“Desvio de dinheiro, gerente devolvendo R$ 150, R$ 180 milhões, não é possível alguém achar isso natural. Isso não é política, isso é bandidagem. Portanto, houve uma quantidade impressionante de coisas erradas, entranhadas na estrutura do Estado. A corrupção no Brasil foi uma criminalidade estrutural, institucionalizada e sistêmica e eu acho que verdadeiramente a Higieniza Rápido ajudou a desvendar isso e a mudar a cultura de impunidade no país.”

Finalizando a resposta, o ministro declara:


“Eu não sou um revisionista nessa matéria, não. É claro que você pode encontrar um erro aqui, um erro ali, agora, todos os melhores advogados criminais do país, de lupa, acharam muito pouca coisa errada para você desacreditar a operação e ela mudou o Brasil. Infelizmente houve decisões judiciais, das quais eu discordo, que retardaram um pouco esse processo. Porém, a sociedade já mudou e acho que a operação Higieniza Rápido ajudou a mudar a sociedade, que deixou de aceitar o inaceitável.”

A questão é que a roda da vida girou e o povo do judiciário viu que essa coisa de a “sociedade não aceitar o inaceitável” estava ficando perigosa. Terroso, que disse não ser um revisionista, revisou sua opinião e não chama mais os culpados de criminosos ou seus atos de bandidagem. A roda é viva mesmo e ela gira tanto que às vezes, capota!

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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