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César, goleiro do Corinthians que ninguém lembra, foi condenado por uma única falha

Ex-jogador de 69 anos morreu no hospital, nesta quinta (20), após uma parada cardíaca

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César, com sua camisa azul e branca, e o Corinthians de 1982 Reprodução/Record

Em 1982 o Corinthians tinha um ótimo time, com Sócrates, Casagrande, Zenon, Wladimir, Biro-Biro, entre outros. No entanto, no gol, não tinha um grande astro, mas sim um goleiro que ganhou a posição de Rafael e se tornou titular. César, que morreu nesta quinta-feira (20), não jogou durante muito tempo pelo time paulista, foram ao todo 58 partidas, praticamente todos em 82, mas revelou-se um fenômeno.

Tinha 1,75, o que pode ser considerado baixo para um goleiro profissional, mas ele compensava isso com muita agilidade e elasticidade. César fazia defesas inacreditáveis, quase impossíveis e era sempre muito legal vê-lo atuar pelo Corinthians. Salvou o time em várias oportunidades e surpreendeu os torcedores no campeonato brasileiro daquele ano.

Mas era isso: César não era um astro, não tinha grife, não veio de um supertime e também não foi revelado pelo Corinthians. Então, não importou muito as dezenas (centenas?) de vezes em que ele impediu o gol dos adversários.

Ninguém levou isso tudo em conta quando ele, numa semifinal do Brasileirão de 1982, falhou. O jogador do Grêmio chutou forte da intermediária, César estava na bola, que escapou de suas mãos. Muito rapidamente, ele ainda deu um tapa nela, mas isso foi feito em cima da linha, ou talvez já pouco depois dela. Não dá para saber direito e não havia VAR ou outras câmeras para comprovar. O fato é que o bandeirinha deu o gol. O jogo, em São Paulo, terminou 2 a 1 para o Grêmio. Na segunda partida da semi, o Corinthians perdeu por 3 a 1 e foi eliminado do campeonato.

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César, assim como Barbosa na seleção de 1950, foi considerado o culpado pela eliminação do Timão. Foi emprestado para o Juventus e nunca mais jogou num time considerado grande.

Voltou para Alagoas, sua terra natal, onde passou a vender lanches na praia para sobreviver.

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César merecia mais, mas é o protagonista de mais uma dessas injustiças do mundo do futebol.

Que descanse em paz.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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