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Pato Fu comemora 30 anos de carreira com show em SP cheio de hits, nerdice e amigos

Única apresentação da banda mineira em São Paulo este ano teve casa cheia; todo mundo cantou junto

Odair Braz Jr|Do R7

Fernanda, sua guitarra e John no palco da Audio, em São Paulo, na noite desta sexta (4)
Fernanda, sua guitarra e John no palco da Audio, em São Paulo, na noite desta sexta (4) Fernanda, sua guitarra e John no palco da Audio, em São Paulo, na noite desta sexta (4)

Sério que o Pato Fu está comemorando 30 anos??? Não dá mesmo para acreditar que já faz todo este tempo que a banda mineira está em atividade, porque os músicos, no palco, parecem aqueles jovenzinhos nerds — no melhor dos sentidos — que começaram a tocar lá no início da década de 1990.

E ver um show do Pato Fu, como foi este que aconteceu nesta sexta (4), em São Paulo, na Audio, no bairro da Água Branca, é praticamente uma ação entre amigos. Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Xande Tamietti e Richard Neves (que entrou mais recentemente) parecem aqueles amigões de longa data que todo mundo tem. Não dá nem a impressão de que são artistas consagrados sobre o palco, mas sim alguém da sua turma que, por acaso, também são uma banda de rock.

Longe de qualquer estrelismo ou afetação, o Pato Fu deu início à apresentação às 22h35 para uma casa lotada de fãs que sabiam todas as letras de trás para frente. A primeira da noite foi Spoc, que chega com todos os elementos característicos da banda: a voz doce de Fernanda, guitarras, letra boa, humor e nerdice. Enquanto as músicas vão rolando, o telão mostra ora animações, ora clipes do Pato Fu que transportam o público no mesmo momento para os anos 1990 e 2000, para um mundo diferente do de hoje, quando havia MTV — o ex-VJ Luiz Thunderbird estava na plateia —, internet bem mais lenta, webmasters, relevância do rádio, celulares-tijolões, CDs etc.

O Pato Fu no palco e seus amigos na plateia
O Pato Fu no palco e seus amigos na plateia O Pato Fu no palco e seus amigos na plateia

A festinha com a banda dos nossos amigos tocando continua com O Processo da Criação de 10 a 100 Mil e a coisa pega fogo com Sobre o Tempo, possivelmente o maior hit dos mineiros. Fernanda quase nem precisou cantá-la, já que o público decidiu tomar conta da canção.

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Apesar de o show celebrar três décadas de carreira, a banda tocou quatro músicas de seu último álbum, chamado 30, lançado este ano. Todas elas mantêm o jeitão Pato Fu de ser e os fãs não ficaram entediados ao ouvi-las, o que é até meio surpreendente, já que as pessoas geralmente não querem saber muito de trabalhos mais recentes de seus artistas. Mas quem foi ver o Pato Fu nesta sexta era fã de verdade e não casual, então a relação foi diferente.

O carisma da banda segurou o show lá no alto o tempo todo, com John mandando bala na guitarra, cantando algumas das músicas e fazendo umas brincadeiras com o público. Fernanda, além de cantar quase todas as faixas, também tocou bastante violão, guitarra e solou em vários momentos. O baixista Ricardo também era a empolgação em pessoa, assim como o baterista Xande. E dava para todo mundo ver que os músicos estavam bem contentes com o que estava acontecendo ali no palco.

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Fernanda Takai agradeceu a presença dos fãs, que estão com a banda há 30 anos
Fernanda Takai agradeceu a presença dos fãs, que estão com a banda há 30 anos Fernanda Takai agradeceu a presença dos fãs, que estão com a banda há 30 anos

Assim, o show seguiu forte com vários outros clássicos. Fernanda, num certo momento, até comentou que foi difícil de escolher o repertório para o show, porque alguma preferida pode acabar ficando de fora. Mas eles tocaram praticamente todas as favoritas e ainda sobrou tempo para covers, como Ando Meio Desligado (Mutantes), Eu (Graforréia Xilarmonica) e Eu Sei (Legião Urbana), todas gravadas pelo grupo em álbuns passados.

E o show foi de 30 anos de carreira, mas não ficou em nenhum momento com gosto de naftalina. As canções antigas seguem muito atuais e as novas também são bem boas, com Fernanda e sua voz, digamos fofinha, soltando letras pesadas/engraçadas, como no caso de Silenciador.

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Já perto do fim do show, Fernanda apareceu com um papel que trazia uma lista de pessoas para agradecer nestes 30 anos de carreira. Citou um monte de gente, de produtores a jornalistas e sobrou até para o primeiro webmaster da banda, que estava na plateia. O Pato Fu foi pioneiro na internet brasileira, com um site desde muito cedo.

Divertida, engraçada e emocionante, a apresentação do Pato Fu foi mesmo uma celebração entre amigos, os do palco os que estavam na plateia. Foi o único show do grupo em São Paulo este ano, mas se Fernanda e cia. quiserem voltar certamente vão lotar alguma outra casa por aqui. Até porque, 30 anos com tudo em cima não é para todo mundo.

Fãs lotaram casa de show nesta sexta para ver o Pato Fu
Fãs lotaram casa de show nesta sexta para ver o Pato Fu Fãs lotaram casa de show nesta sexta para ver o Pato Fu

As músicas tocadas pelo Pato Fu nesta sexta, em São Paulo:

Spoc

O processo da criação vai de 10 a 100 mil

Sobre o tempo

Água

Antes que seja tarde

Licitação

Depois

Menti pra você, mas foi sem querer

Ando meio desligado (Os Mutantes)

Diga sim

Vida imbecil

Eu (Graforréia Xilarmônica cover)

Fique onde eu possa te ver

Gol de quem?

Canção pra você viver mais

No silêncio

Simplicidade

Cego para as cores

Anormal

Perdendo dentes

Made in Japan/Capetão 66.6 FM

BIS:

Silenciador

Eu sei (Legião Urbana)

Rotomusic de liquidificapum

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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