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Silvio Luiz era um gênio da narração esportiva e marcou gerações com seu estilo único

Os jornalistas esportivos Washington Rodrigues e Antero Greco também morreram

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Silvio Luiz marcou gerações com seu jeitão engraçado e irreverente (Divulgação/Record)

Ali no meio dos anos 80, início dos 90, Silvio Luiz se tornou o narrador favorito de muita gente que acompanhava futebol. Especialmente o público mais jovem. Ele, que nos deixou hoje, era diferente de todo mundo: engraçado, irreverente, divertido, espirituoso. Não tinha para ninguém, apesar de Galvão Bueno e Luciano do Valle também serem dois grandes narradores.

Conheci Silvio narrando futebol na Record, quando ele, junto do comentarista Flávio Prado, transmitia as partidas do Campeonato Paulista naquela década. Eles formavam uma ótima dupla. E era sempre uma diversão acompanhar Silvio falando bobagens engraçadas, fazendo piada dos jogadores, criticando o nível baixo das partidas e, claro, gritando gol sem gritar gol. A narração de um tento feito por algum time vinha sempre precedido de “olho no lanceeeee!” e aí vinha o “éééééééééééé do (coloque seu time aqui)” etc. Dá saudade até hoje daquelas noites do Paulistão.

Também é impossível esquecer outro bordão dele, que ele sempre dizia quando a bola batia na trave. Ele sempre gritava: “no paaaaaaaauuuuuu”. Sensacional! E não parava por aí. Silvio tinha várias frases de efeito como “pelas barbas do profeta”, “pelo amor dos meus filhinhos” e por aí afora.

Depois da Record, Silvio foi para a Band, onde também marcou época na narração durante vários anos. Passou ainda pela Rede TV.

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Depois de um tempo fora das narrações, voltou à ativa aqui mesmo no R7, onde ao lado de Bola e Carioca, narrou o Paulistão nos últimos três anos. Sempre com seu estilo irreverente e divertido. Era uma delícia e um privilégio acompanhá-lo na internet.

Sua morte deixa uma lacuna que jamais será preenchida na crônica esportiva brasileira, afinal não há ninguém como ele atualmente. E dificilmente haverá.

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Aliás, o mesmo vale para Washington Rodrigues, radialista importantíssimo do Rio de Janeiro (foi até técnico do Flamengo), que morreu na noite desta quarta-feira (15). Era dono também de vários bordões divertidíssimos como “estou mais feliz que pinto no lixo”. E vale ainda para o maravilhoso Antero Greco, jornalista incrível e uma pessoa boníssima que se foi nesta quinta (16).

Datas tristes para os fãs de futebol. Força para os familiares.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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