Logo R7.com
RecordPlus
Entre Pets e Beijos

Saiba o que é medicina veterinária integrativa e como funciona

Série especial vai mostrar de que forma essa abordagem pode colaborar não só com a saúde e qualidade de vida dos pets, mas com a dos tutores também

Entre Pets e Beijos|Lidiane Shayuri HayashiOpens in new window

  • Google News
O corpo e o comportamento do animal falam muito Imagem de Freepik

Você já passou por alguma situação onde tenha sentido tanta dor emocional a ponto disso atingir seu corpo físico? Ou já mudou sua postura, sua conduta em algum momento da vida motivado pela felicidade ou tristeza ao receber alguma notícia ou vivenciar um momento inesperado? Sim, claro, né?! Se isso acontece conosco porque temos sentimentos e reagimos positivamente ou não, com os animais, algo semelhante ocorre.

Começa agora aqui no Blog Entre Pets e Beijos uma série especial dedicada à medicina integrativa veterinária e de que forma essa abordagem pode colaborar não só com a saúde e qualidade de vida dos pets, mas com a dos tutores também. Afinal, quem é responsável, assume custos financeiros e emocionais e lucra muito com a alegria e a lealdade dos animais.


A primeira dúvida é sobre a diferença entre uma consulta veterinária comum e uma de Medicina Integrativa. Na consulta convencional, o foco está nos sinais clínicos e na doença. São realizados exames físicos, laboratoriais e o diagnóstico e o tratamento são direcionados ao órgão ou ao sistema afetado.

Já na Medicina Veterinária Integrativa, o olhar é ampliado e sistêmico. Não se avalia apenas “o que o animal tem”, mas quem esse animal é, considerando o histórico físico e emocional, o comportamento e temperamento, o ambiente onde vive, a rotina, a alimentação, estímulos, o nível de estresse, a relação com o responsável e os momentos de mudança ou impacto emocional.


Segundo a médica veterinária e terapeuta, doutora Ana Flávia, a doença deixa de ser vista como algo isolado e passa a ser entendida como um sinal de desequilíbrio, que pode envolver corpo, mente e ambiente. O objetivo não é apenas tratar sintomas, mas restaurar o equilíbrio e a qualidade de vida.

Vale destacar que em nenhum momento a prática da clínica geral é dispensada. Na verdade, a Medicina Integrativa vem para complementar o quadro de análise de saúde animal.


- Qualquer animal pode ser submetido a esse tipo de consulta?

Sim. Todo animal pode se beneficiar da Medicina Integrativa, independentemente da idade, raça ou condição de saúde. Nos filhotes, ela vem para prevenir e promover o equilíbrio desde cedo. Nos adultos saudáveis, a prática mantém a qualidade de vida. Em animais com doenças crônicas, idosos ou que já realizam tratamentos convencionais, ela dá um suporte complementar respeitando limites, necessidades e individualidades de cada paciente.


- Animais recém-resgatados podem passar por uma consulta integrativa?

Sim, neste caso, o foco inicial é avaliar o impacto do trauma, abandono ou mudança e ajudar na adaptação ao novo ambiente reduzindo estresse e insegurança. Há um trabalho de fortalecimento de vínculo entre o animal e o responsável. Segundo Ana Flávia, mesmo sem um histórico longo, o corpo e o comportamento do animal falam muito — e a medicina integrativa sabe escutar esses sinais.

- Quais são os problemas mais simples e mais complexos identificados e tratados?

Entre as questões mais simples estão: ansiedade de separação, estresse, alterações comportamentais, problemas digestivos funcionais, queda de imunidade, alterações de sono, mudanças de apetite, agitação ou apatia sem causa clínica aparente, animais resgatados e luto pet. Já as abordagens mais complexas incluem: doenças crônicas (renais, hepáticas, articulares), dermatopatias recorrentes, problemas gastrointestinais persistentes, distúrbios hormonais, doenças psicossomáticas, alterações comportamentais profundas e doenças que não respondem bem apenas ao tratamento convencional. Em muitos casos, a Medicina Integrativa não substitui o tratamento tradicional, mas potencializa os resultados, melhora o bem-estar e reduz recaídas.

- O responsável pelo animal também é analisado nesse tipo de tratamento?

A doutora Ana Flavia trata da família multiespécie, que é formada por humanos e pets — e isso é um dos grandes diferenciais. Os padrões emocionais que impactam o pet são identificados e há orientação para a promoção de mudanças sutis de rotina, presença e consciência.

Acompanhe os esclarecimentos da médica veterinária, doutora Ana Flávia:

Por aqui, ninguém solta a pata de ninguém!

Para saber tudo do mundo dos famosos, siga o canal de entretenimento do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.