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Exumação dos Mamonas Assassinas revela jaqueta de Dinho intacta em caixão

Peça de vestuário surpreendeu familiares em cemitério de Guarulhos

Vanity Brasil|Do R7

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Créditos: Imagem/Divulgação Vanity Brasil - Entretenimento

Durante a exumação dos corpos dos Mamonas Assassinas, realizada na última segunda-feira, a jaqueta do vocalista Dinho foi encontrada em estado intacto dentro de seu caixão. O procedimento, que ocorreu em um cemitério em Guarulhos, São Paulo, surpreendeu os familiares do artista pela notável conservação da peça após quase 30 anos do trágico acidente que vitimou a banda.

A descoberta da jaqueta de Dinho se deu em meio a um projeto maior de homenagem ao grupo, que visa a criação de um “memorial vivo” dedicado aos músicos. Esta iniciativa é fruto de uma colaboração entre as famílias dos integrantes da banda e o BioParque Cemitério de Guarulhos, buscando preservar a memória e o legado dos Mamonas Assassinas para as futuras gerações de fãs.


A notável conservação da jaqueta foi confirmada por Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca ligada à banda. Em declaração ao Metrópoles, Santana expressou o espanto dos parentes com o estado da peça. “A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, afirmou ele, ressaltando o quão impressionante foi o momento da descoberta durante o procedimento.

O projeto do memorial prevê a cremação de uma pequena parte dos restos mortais dos artistas. Essas cinzas serão transformadas em adubo para o plantio de cinco árvores, simbolizando cada um dos integrantes do grupo. A proposta foi amplamente discutida e aprovada em consenso pelas famílias, com o intuito de criar um espaço de memória e celebração da vida e obra dos músicos. A cerimônia de inauguração do espaço está prevista para esta sexta-feira (27), às vésperas do trigésimo aniversário do acidente aéreo.


O memorial, que será localizado atrás das sepulturas originais – mantidas preservadas e abertas para visitação –, foi planejado para ser um ponto de encontro e reverência. Segundo Jorge Santana, que falou ao EXTRA, o local contará com “toda uma simbologia”, incluindo totens, atividades interativas, QR Codes e um ‘cantinho Mamonas’, com acesso gratuito ao público. As cinzas, em urnas biodegradáveis com sementes escolhidas pelas famílias, permitirão que o desenvolvimento das árvores seja acompanhado por uma plataforma digital, desde a germinação até o plantio definitivo.

Cada árvore será identificada e terá um totem com QR Code, reunindo fotos, vídeos e relatos sobre os integrantes, prometendo transformar o espaço em um santuário para os fãs. Os Mamonas Assassinas estavam no auge de sua carreira quando morreram em 2 de março de 1996, em um trágico acidente aéreo. Após um show em Brasília, o avião que transportava o grupo colidiu com a Serra da Cantareira durante a aproximação para pouso em Guarulhos, um evento que causou grande comoção nacional e deixou um legado musical inesquecível.

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