Canibalismo entre cobras é mais comum do que se pensava, diz estudo
Pesquisadores da USP identificaram 503 episódios documentados em pelo menos 207 espécies
Bichos|Do R7
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O canibalismo entre serpentes é mais comum do que se imaginava, segundo um estudo publicado na revista científica Biological Reviews. A pesquisa brasileira reuniu diversos registros e concluiu que o comportamento ocorre em diferentes grupos de cobras ao redor do mundo.
O levantamento foi organizado por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo), que analisaram relatos acadêmicos e registros históricos. Ao todo, foram identificados 503 episódios documentados de canibalismo em pelo menos 207 espécies.
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“Apesar de serem alongadas e sem membros, as serpentes são predadoras eficientes que desenvolveram uma ampla gama de especializações morfológicas, permitindo-lhes alimentar-se de diversos grupos de vertebrados (anfíbios, peixes, répteis, aves, mamíferos) e invertebrados”, diz um trecho do estudo.
Os casos envolvem diferentes contextos, como disputa por alimento, diferenças de tamanho entre espécies e situações relacionadas à reprodução. O resultado surpreendeu os cientistas, que pensavam que o canibalismo era um comportamento aleatório entre as cobras.
Pesquisadores também observaram fêmeas consumindo ovos ou filhotes inviáveis, o que, para eles, pode ser uma estratégia para recuperar energia ou reduzir riscos de contaminação. “A ingestão de ovos não desenvolvidos e neonatos natimortos pode representar um cuidado materno com os filhotes vivos restantes em algumas espécies de Boidae, que também podem incubar seus ovos para manter uma temperatura estável.”
Com o estudo, os especialistas concluíram que o canibalismo entre serpentes pode ser um comportamento oportunista. Isso porque a prática pode estar associada à trajetória evolutiva, adaptações alimentares e morfológicas, além de fatores ambientais e pressões ecológicas.














