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Estudo revela que lagartas se comunicam com formigas; entenda

Insetos pedem proteção em formigueiros para completarem a metamorfose longe de predadores

Bichos|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lagartas pedem ajuda para formigas para se proteger durante a metamorfose.
  • Pesquisadores de vários países descobriram que borboletas criaram mecanismos de aceitação nas colônias de formigas.
  • A comunicação entre lagartas e formigas ocorre por sinais químicos e acústicos, imitando a comunicação entre as formigas.
  • Estudo analisou sons das duas espécies e destacou a importância do ritmo na comunicação, além da frequência e altura.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Interação entre as espécies não é novidade para os cientistas, que investigam a comunicação há décadas Divulgação\Vibrant Lab, Turim

As lagartas desenvolveram uma estratégia inusitada para sobreviver na natureza, que inclui “pedir ajuda” para formigas, segundo um estudo publicado na revista científica Anais da Academia de Ciências de Nova York.

Pesquisadores da Inglaterra, Polônia e Itália observaram que as borboletas criaram mecanismos para que as lagartas sejam aceitas dentro dos formigueiros. O objetivo é que elas fiquem protegidas até completarem a metamorfose.


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O contato entre os insetos acontece através de sinais químicos e acústicos, como odores e vibrações, que imitam a comunicação entre as formigas. Dessa forma, as lagartas são vistas como aliadas por “falarem o mesmo idioma” e não são expulsas das colônias.

A interação entre esses animais não é novidade para os cientistas, que investigam a comunicação há décadas. No entanto, ainda havia dúvidas sobre como as lagartas conseguiam reproduzir com tanta precisão o famoso sistema de comunicação das formigas.


Para entender o fenômeno, cientistas gravaram sons de formigas e lagartas com microfones de alta sensibilidade e analisaram milhares de registros sonoros para comparar padrões de diferentes épocas. Além da frequência e altura, já conhecidos por pesquisadores, o novo estudo mostrou um elemento essencial para a “conversa” entre as espécies: o ritmo do som.

“Pensem nos seres humanos. Não se trata apenas do que dizemos, mas de como dizemos”, explicou Chiara De Gregorio, ecologista da Universidade de Warwick e líder da pesquisa, em entrevista ao The New York Times.

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