Tubarão raro é encontrado nas profundezas do mar perto da Antártida e surpreende cientistas
Das mais de 500 espécies de tubarões que existem no mundo, somente 5 foram avistadas no Oceano Antártico
Bichos|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um tubarão pouco conhecido foi visto nas profundezas do mar na região da Antártida. O flagra é considerado raro e surpreendeu os cientistas. Esta foi a primeira vez que um animal da espécie foi filmado no Oceano Antártico.
Tubarões podem ser encontrados em praticamente todos os cantos dos oceanos. No entanto, quanto mais próximo do Polo Sul, onde as temperaturas podem cair abaixo de zero, menor a probabilidade de encontrar um.
Segundo a rede australiana ABC, das mais de 500 espécies de tubarões, somente 5 foram avistadas no Oceano Antártico, na região da Antártida.
LEIA MAIS
Pelas imagens captadas em vídeo, cientistas acreditam que o animal flagrado era um tubarão-dorminhoco. Ele estava a 490 metros abaixo da superfície do oceano e se moveu lentamente para o campo de visão antes de desaparecer rapidamente nas imagens. A temperatura da água estava em torno de 1,27°C.
Para confirmar a espécie, cientistas coletaram amostras da água para fazer uma análise de DNA. A aposta é que se trate de um tubarão-dorminhoco-do-sul (Somniosus antarcticus). “O tubarão-dorminhoco-do-sul é a espécie de tubarão que ocorre mais ao sul, mas acredito que este seja o primeiro registro dele, e de qualquer tubarão, na própria Antártida”, disse o biólogo Peter Kyne à ABC.
Existem várias espécies de tubarões-dorminhocos, que podem viver até 400 anos, mas a maioria é encontrada no hemisfério norte. No sul, acredita-se que existam duas espécies: o tubarão-dorminhoco-do-sul e o tubarão-dorminhoco-do-pacífico (Somniosus pacificus).
O tubarão-dorminhoco-do-sul foi identificado pela primeira vez a partir de um esboço de um espécime feito durante uma missão científica às ilhas subantárticas e à Antártida em 1913.
Pouco se sabe sobre a espécie, sendo que a maior parte do nosso conhecimento provém de exemplares raros capturados acidentalmente durante a pesca.














