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Patricia Lages

Mulheres transgênero serão banidas dos esportes femininos em universidades americanas

Títulos e recordes que foram concedidos indevidamente a atletas masculinos serão restituídos às mulheres

Patricia Lages|Patricia LagesOpens in new window

Lia Thomas
Nascido biologicamente homem, Lia Thomas só se destacou na natação depois de começar a competir na equipe feminina da Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos

A polêmica em relação à autorização de homens biológicos competirem contra mulheres nos esportes femininos começou com a história da americana transgênero Lia Thomas, que nos anos 2021 e 2022 competiu na equipe feminina de natação da Universidade da Pensilvânia.

Nascido geneticamente do sexo masculino, William Thomas competiu por três anos na liga masculina sem grandes destaques. Entre os homens, apresentava um desempenho mediano, classificando-se apenas entre os 500, mas ao ser aceita na natação feminina como Lia Thomas, entrou instantaneamente para a elite do esporte.

Sua genética masculina rendeu-lhe vantagens incontestáveis sobre as atletas femininas. Thomas desclassificou mulheres, bateu recordes e recebeu troféus que jamais deveriam ter sido seus.

Em nome da “inclusão” e contra a “transfobia”, entidades americanas como a NCAA e o National Women’s Law Center (Associação Atlética Universitária Nacional e Centro Nacional de Direito da Mulher, em português), acabaram excluindo mulheres biológicas de sua própria categoria esportiva. Sim, uma inclusão que exclui...


Porém, na última terça-feira (1), o Departamento de Educação informou que a Upenn – Universidade da Pensilvânia – concordou em banir mulheres transgênero dos esportes femininos. A medida faz parte de uma série de ações contra as violações do Título IX, uma lei federal que garante às mulheres oportunidades iguais no atletismo universitário.

Também faz parte das ações reparadoras, que os vestiários e banheiros da Penn Athletics, sejam “estritamente separados por sexo”. Além disso, as atletas femininas cujos recordes e títulos foram indevidamente concedidos a atletas masculinos, terão seus resultados restituídos.


A Universidade da Pensilvânia afirmou que cumprirá o Título IX e “não permitirá que homens compitam em programas esportivos femininos”. A instituição também se comprometeu a enviar uma “carta personalizada de desculpas” a todas as nadadoras prejudicadas.

A Secretária de Educação, Linda McMahon, em comunicado oficial, afirmou que “o acordo de resolução com a UPenn é mais um exemplo do efeito Trump em ação” e comemorou o resultado como “uma grande vitória para mulheres e meninas, não apenas na Universidade da Pensilvânia, mas em todo o país”.

E como muitas decisões americanas influenciam boa parte do mundo, acreditamos que essa vitória deve ser comemorada além das fronteiras dos Estados Unidos, pois trata-se de uma demonstração de bom-senso e de respeito às mulheres e a seus próprios espaços.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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