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Patricia Lages
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Governo fecha o cerco e aperta a fiscalização sobre o MEI; saiba o que muda

Regras mais rígidas, fiscalização acelerada, cruzamento de informações e multas mais pesadas para o empreendedor

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo implementa novas regras para o MEI, com fiscalização mais rigorosa.
  • Receitas do CPF serão somadas ao limite de faturamento do MEI, que é R$ 81.000 anuais.
  • Cruzamento de dados entre Receita Federal e bancos facilitará identificação de irregularidades.
  • Multas para não envio de declarações podem chegar a 20% e erros podem resultar em penalidades de R$ 50 ou mais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo intensifica fiscalização sobre o MEI: cruzamento de dados e multas mais pesadas Freepik/@freepik

A Resolução CGSN nº 183/2025 trouxe mudanças importantes para quem é MEI. Algumas regras já estão valendo, e outras, principalmente multas mais pesadas, começam a valer em 1º de janeiro de 2026. E vale dizer: sim, o governo está intensificando o controle sobre o MEI. A justificativa é evitar uso irregular e ocultação de renda.

A mudança que mais preocupa é a inclusão das receitas do CPF no limite do MEI. Na prática, significa que o microempreendedor individual que também faz trabalhos como pessoa física e recebe no CPF, independentemente do meio de pagamento, terá esses valores somados às receitas recebidas no CNPJ.

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Se o total ultrapassar o limite permitido – atualmente de R$ 81.000 anuais – pode ser desenquadrado do MEI e ter de pagar impostos mais altos. A medida está em vigor desde a publicação da resolução, em setembro de 2025.

Para intensificar o controle, o governo vai cruzar dados da Receita Federal e dos municípios com emissões de notas fiscais, movimentação bancária e as declarações obrigatórias. Ou seja, quem ocultar parte da receita no CPF para não estourar o limite poderá ser facilmente identificado.

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Multas mais pesadas por falta de envio, atraso ou erro nas declarações

Quem não enviar as declarações obrigatórias ou entregar com atraso, poderá ser multado em 2% ao mês, limitado a 20%. Já quem entregar com erro terá multa mínima de R$ 50, que pode aumentar conforme o tipo e a quantidade de erros ou omissões.

Com as novas regras, o MEI que ultrapassar o limite de faturamento deverá migrar para outro regime para evitar o risco de ser pego de surpresa e ter de recolher impostos retroativos, o que pode representar prejuízo financeiro.

Na prática, o que fazer?

Confira quatro passos simples para evitar dores de cabeça em 2026:

  1. Reúna e some tudo o que recebeu, tanto no CNPJ quanto no CPF.
  2. Organize suas obrigações: envio da DASN-SIMEI, emissão de notas e conferência dos dados. Atrasos e erros podem custar caro.
  3. Avalie contratar ajuda contábil. Com regras mais complexas, fazer tudo sozinho pode sair mais caro.
  4. Se a soma dos ganhos no CPF e CNPJ ultrapassa o limite anual de R$ 81.000 (ou R$ 6.750 por mês, em média), considere migrar para o Simples Nacional.
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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