Por que baixamos o som do carro para prestar mais atenção ao caminho?
A música alta, que estimula o cérebro em outros momentos, atrapalha quando precisamos de concentração. Saiba o porquê
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Você sente uma certa irritação, mas não sabe exatamente o porquê. Ao puxar pela memória, nota que, apesar de não haver nenhum motivo aparente, algo está perturbando o seu sossego. Até que um aparelho barulhento, que até então você nem tinha percebido, é desligado e você sente um alívio imediato.
Outra situação bastante comum é baixar o som do carro quando é preciso prestar atenção ao caminho. Embora você use os olhos para reconhecer o lugar e braços e pernas para dirigir, baixar o volume faz com que o seu cérebro tenha menos coisas para processar. É como se o som alto tivesse o poder de encobrir algo que está bem diante dos seus olhos.
Na psicologia ambiental, o primeiro fenômeno é conhecido como incômodo por ruído (noise annoyance). Ainda que você esteja focado em outra coisa e não perceba os sons do ambiente conscientemente, seu cérebro não deixa de processá-los, o que pode contribuir para o incômodo. E, quando o ruído cessa, eliminando o estímulo, a irritação desaparece.
Já o segundo é chamado de distração auditiva (auditory distraction) e ocorre quando sons interferem na atenção ou no desempenho de uma tarefa, mesmo que, em outras situações, não façam qualquer diferença.
Ambas as situações demonstram que os sons do ambiente afetam nossas sensações e nosso desempenho. Por isso, prestar mais atenção à influência dos estímulos sonoros pode beneficiar a sua saúde.
Benefícios de ambientes silenciosos e da redução de estímulos sonoros
Não há evidências suficientes para afirmar que o silêncio, isoladamente, previna ou trate os malefícios que os ambientes ruidosos podem produzir. Porém, diversos estudos revelam que a exposição frequente ao barulho afeta mais do que a audição, atingindo o corpo e a mente. A poluição sonora pode desencadear estresse, aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca e estar associada a um maior risco de doenças cardiovasculares em caso de exposição crônica.
Também pode haver piora da qualidade do sono, com despertares e fragmentação do descanso, mesmo quando a pessoa não acorda completamente. Isso pode ocasionar sonolência durante o dia e queda da produtividade.
Em relação à saúde mental, o excesso de som pode ativar o estresse, liberando cortisol e adrenalina, e contribuir para ansiedade, irritabilidade e fadiga. Ou seja, o barulho, literalmente, cansa.
Quanto à cognição e ao desempenho, estímulos sonoros podem reduzir a atenção (como no exemplo de baixar o volume ao dirigir), a memória e o rendimento profissional. Um estudo realizado em escolas próximas a vias movimentadas e aeroportos observou associações entre a exposição ao barulho e dificuldades das crianças na leitura, na compreensão da fala e na aprendizagem como um todo.
Como se proteger do barulho
Embora seja um desafio e tanto, algumas medidas podem ajudar a criar ambientes mais silenciosos. Em casa, a vedação de frestas pode melhorar o isolamento acústico de portas e janelas em relação aos ruídos externos. No interior dos cômodos, cortinas e tapetes podem ajudar a reduzir a reverberação e proporcionar mais conforto. Para melhorar o sono quando o quarto fica próximo à fonte de barulho, o uso de protetores auriculares específicos para dormir pode ajudar.
Quando o excesso de som acontece no ambiente de trabalho, sempre que possível, procure passar os momentos de pausa em ambientes mais silenciosos para reduzir o tempo de exposição. Para terminar, vale uma dica do que não fazer: evite usar fones de ouvido com som alto para encobrir o barulho externo. Além de ampliar a exposição ao ruído, a prática pode aumentar o risco de danos auditivos.
Nota: Texto de autoria humana, integralmente elaborado e redigido pela autora, com revisão assistida por IA.
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