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Patricia Lages
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Por que baixamos o som do carro para prestar mais atenção ao caminho?

A música alta, que estimula o cérebro em outros momentos, atrapalha quando precisamos de concentração. Saiba o porquê

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Baixar o som do carro ajuda a reduzir a carga de processamento do cérebro, facilitando a concentração no caminho.
  • Fenômenos como incômodo por ruído e distração auditiva mostram que sons podem interferir na atenção e causar irritação.
  • A exposição frequente a ruídos pode afetar a saúde, desencadeando estresse, problemas cardiovasculares e afetando a qualidade do sono.
  • Medidas como vedação de frestas e uso de cortinas ajudam a criar ambientes mais silenciosos e confortáveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Baixar o volume quando é preciso prestar atenção faz com que o cérebro tenha menos coisas para processar Freepik/Divulgação

Você sente uma certa irritação, mas não sabe exatamente o porquê. Ao puxar pela memória, nota que, apesar de não haver nenhum motivo aparente, algo está perturbando o seu sossego. Até que um aparelho barulhento, que até então você nem tinha percebido, é desligado e você sente um alívio imediato.

Outra situação bastante comum é baixar o som do carro quando é preciso prestar atenção ao caminho. Embora você use os olhos para reconhecer o lugar e braços e pernas para dirigir, baixar o volume faz com que o seu cérebro tenha menos coisas para processar. É como se o som alto tivesse o poder de encobrir algo que está bem diante dos seus olhos.

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Na psicologia ambiental, o primeiro fenômeno é conhecido como incômodo por ruído (noise annoyance). Ainda que você esteja focado em outra coisa e não perceba os sons do ambiente conscientemente, seu cérebro não deixa de processá-los, o que pode contribuir para o incômodo. E, quando o ruído cessa, eliminando o estímulo, a irritação desaparece.

Já o segundo é chamado de distração auditiva (auditory distraction) e ocorre quando sons interferem na atenção ou no desempenho de uma tarefa, mesmo que, em outras situações, não façam qualquer diferença.

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Ambas as situações demonstram que os sons do ambiente afetam nossas sensações e nosso desempenho. Por isso, prestar mais atenção à influência dos estímulos sonoros pode beneficiar a sua saúde.

Benefícios de ambientes silenciosos e da redução de estímulos sonoros

Não há evidências suficientes para afirmar que o silêncio, isoladamente, previna ou trate os malefícios que os ambientes ruidosos podem produzir. Porém, diversos estudos revelam que a exposição frequente ao barulho afeta mais do que a audição, atingindo o corpo e a mente. A poluição sonora pode desencadear estresse, aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca e estar associada a um maior risco de doenças cardiovasculares em caso de exposição crônica.

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Também pode haver piora da qualidade do sono, com despertares e fragmentação do descanso, mesmo quando a pessoa não acorda completamente. Isso pode ocasionar sonolência durante o dia e queda da produtividade.

Em relação à saúde mental, o excesso de som pode ativar o estresse, liberando cortisol e adrenalina, e contribuir para ansiedade, irritabilidade e fadiga. Ou seja, o barulho, literalmente, cansa.

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Quanto à cognição e ao desempenho, estímulos sonoros podem reduzir a atenção (como no exemplo de baixar o volume ao dirigir), a memória e o rendimento profissional. Um estudo realizado em escolas próximas a vias movimentadas e aeroportos observou associações entre a exposição ao barulho e dificuldades das crianças na leitura, na compreensão da fala e na aprendizagem como um todo.

Como se proteger do barulho

Embora seja um desafio e tanto, algumas medidas podem ajudar a criar ambientes mais silenciosos. Em casa, a vedação de frestas pode melhorar o isolamento acústico de portas e janelas em relação aos ruídos externos. No interior dos cômodos, cortinas e tapetes podem ajudar a reduzir a reverberação e proporcionar mais conforto. Para melhorar o sono quando o quarto fica próximo à fonte de barulho, o uso de protetores auriculares específicos para dormir pode ajudar.

Quando o excesso de som acontece no ambiente de trabalho, sempre que possível, procure passar os momentos de pausa em ambientes mais silenciosos para reduzir o tempo de exposição. Para terminar, vale uma dica do que não fazer: evite usar fones de ouvido com som alto para encobrir o barulho externo. Além de ampliar a exposição ao ruído, a prática pode aumentar o risco de danos auditivos.

Nota: Texto de autoria humana, integralmente elaborado e redigido pela autora, com revisão assistida por IA.

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